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OPERAÇÃO APITO FINAL

Justiça mantém apreensão de caminhão vinculado à investigação de esquema de R$ 65 milhões do CV

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de restituição de um caminhão Mercedes-Benz L 1620 apreendido durante as investigações da Operação Apito Final. A solicitação foi apresentada pela empresa MA Comércio de Produtos de Informática – ME, por meio de procuração assinada pelo empresário Kaled Ziad Omais.

Na decisão publicada nesta quinta-feira (9), o magistrado entendeu que Kaled não possui legitimidade para representar a empresa, uma vez que seu nome não integra o quadro societário registrado na Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat).

O caminhão foi apreendido no âmbito da Operação Apito Final, deflagrada pela Polícia Civil em abril de 2024 para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Comando Vermelho. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 65 milhões. Entre os principais alvos da operação está Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “W.T.”, apontado como tesoureiro da facção.

Durante a análise do pedido, o Ministério Público destacou que os únicos sócios e administradores da empresa são Adenilson Estácio da Cruz Junior e Josue Leandro dos Santos Silva. Diante disso, sustentou que a procuração apresentada por Kaled não comprovava poderes legais para representá-la.

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O juiz concedeu prazo de cinco dias para que a irregularidade fosse corrigida. Como não houve manifestação da empresa, o processo foi extinto sem análise do mérito.

Na decisão, o magistrado ressaltou que a ausência de regularização da representação processual inviabilizou o prosseguimento da ação, conforme previsto no Código de Processo Civil.

Além da negativa para reaver o caminhão, Kaled Ziad Omais passou a responder, nesta semana, a uma ação penal por suposta fraude tributária. O processo envolve a continuidade das atividades do Posto Vista Alegre, cuja inscrição estadual havia sido suspensa pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).

A Operação Apito Final cumpriu 25 mandados de prisão contra investigados, entre eles advogados, familiares de suspeitos e pré-candidatos a vereador. Também foram executados 29 mandados de busca e apreensão, decretado o bloqueio de 25 contas bancárias, além do sequestro de 45 veículos e da restrição sobre 33 imóveis ligados aos investigados.

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