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FRIEZA

“Esganou até ela começar a espirrar sangue”, revela delegado sobre pai que asfixiou a filha de 12 anos

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O assassinato da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, ganhou contornos ainda mais cruéis após novos detalhes revelados pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em coletiva nesta segunda-feira (8), a autoridade policial descreveu a frieza do pai, Claudinei da Silva, que confessou ter asfixiado a filha após uma discussão motivada por ciúmes de uma rede social.

O suspeito, que já apresentava hálito etílico no momento da prisão, desentendeu-se com a menor após confiscar o aparelho celular dela.

Segundo o delegado, o acusado e a filha haviam retornado de uma confraternização familiar quando o crime aconteceu. Claudinei decidiu vasculhar o telefone da adolescente e não gostou de ver que ela interagia com um garoto de sua idade.

“Ele pegou o celular dela para ver as conversas do Instagram. E nessa conversa ela, que é uma menina de 12 anos, natural, estava conversando com um menino no Instagram e ele não gostou. Ele foi corrigir ela e começaram a discutir”, relatou Nilson Farias.

O desentendimento escalou rapidamente para a agressão física fatal. O delegado detalhou o momento em que o suspeito usou a força física para conter e sufocar a criança: “Em certo momento, ele esganou ela mesma, enforcou. E nisso rompe os vasos sanguíneos do nariz. Ele falou que começou a espirrar muito sangue”, afirmou a autoridade policial, evidenciando a brutalidade do ato.

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Um dos pontos que mais chamou a atenção da equipe de investigação foi a total ausência de arrependimento ou tentativa de salvar a vida de Olga Beatriz por parte do pai após notar a gravidade das lesões. “Ele poderia, ainda assim, como um pai que ama o filho, chamar um socorro, falar: ‘Poxa, por mais que eu errei, eu vou chamar aqui uma ambulância, vou tentar socorrer minha filha’. E de forma alguma. Ele simplesmente se evadiu do local”, lamentou o delegado.

Conforme a análise da DHPP, o agressor ignorou o estado crítico em que a filha se encontrava e priorizou a própria impunidade, “ele pensou na integridade dele, na vida dele, mas ele não pensou, ao meu ver, na minha análise, na integridade da filha dele que estava ali. Então, ele assumiu essa responsabilidade de causar a morte dela.”

Diante da clareza dos fatos e da forte assimetria física, a Polícia Civil descartou qualquer hipótese de homicídio culposo (sem intenção) ou lesão corporal seguida de morte.

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O delegado reforçou que o homem tinha plena consciência do dano que estava causando. “Por que que eu enquadrei no feminicídio e não numa lesão com resultado morte? Porque ele tinha consciência. Primeiro, independente de estar sob o efeito de álcool, ele tinha a consciência de que um homem forte, segurando no pescoço, fazendo uma constrição no pescoço de uma menina de 12 anos, você obviamente que pode matar”, explicou Farias.

Claudinei da Silva foi formalmente indiciado por feminicídio, com agravante de pena pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos. De acordo com os policiais, ao ser interrogado, o suspeito demonstrou extrema instabilidade psicológica, chegando a mencionar ideias de autodestruição, mas o caso segue sob total rigor legal e à disposição do Poder Judiciário.

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