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Mino Pedrosa

Deputado federal do MDB-DF, Rafael Prudente derruba Wellington Luiz da presidência do MDB/DF

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Cara de sonso, trejeitos de bom moço, mas com deformação de caráter. Foi essa a definição que o presidente do MDB/DF, Wellington Luiz, resumiu após a manobra ardilosa do trio Ibaneis Rocha, Rafael Prudente e José Roberto Arruda.

Wellington Luiz, emedebista e presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, descobriu da pior forma uma velha regra da política: o golpe mais doloroso raramente vem dos adversários. Quase sempre vem dos aliados.

Foi Rafael Prudente quem articulou, junto à direção nacional do MDB, o movimento que resultou na suspensão dos atos do diretório regional do partido. O pedido recebeu as assinaturas dos deputados distritais João Hermeto, Jaqueline Silva, Iolando Almeida e Daniel Donizet, todos sob o comando da dupla Ibaneis Rocha e Rafael Prudente.

A decisão de Baleia Rossi foi um recado claro. O MDB Nacional tirou das mãos de Wellington Luiz o controle da crise e marcou para o próximo dia 11 de junho o julgamento político do caso.

Mas o problema de Wellington não é apenas partidário.

A crise ganhou contornos policiais depois que Daniel Donizet registrou ocorrência em delegacia relatando ter sido ameaçado de morte com um “tiro na cara”, durante conversa telefônica com Wellington Luiz. Segundo a versão apresentada pelo deputado, o diálogo foi gravado e entregue às autoridades como forma de resguardar sua integridade física. O episódio é considerado grave por integrantes da cúpula nacional do MDB.

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Não é a primeira vez que Wellington Luiz ameaça de morte o que ele considera desafetos. Ameaçou publicamente, da cadeira da Presidência da Câmara Legislativa, o jornalista e editor do Fatos Online, Mino Pedrosa, que o denunciou à Justiça, e também o jornalista Cabo Vitório. Agora, ameaça o deputado Daniel Donizet.

Foto: Divulgação

Aliados de Rafael Prudente afirmam que a reação de Wellington Luiz foi provocada pela revolta diante das articulações sorrateiras e das assinaturas que apoiaram a intervenção nacional.

O caso chegou à mesa de Baleia Rossi no pior momento possível para o presidente regional do MDB.

Enquanto isso, a articulação política avança.

Nos corredores do poder, a movimentação é atribuída ao eixo formado por Rafael Prudente, Ibaneis Rocha e José Roberto Arruda. O objetivo seria reorganizar forças para a disputa de 2026 e reduzir a influência de Wellington Luiz, hoje um dos principais aliados da governadora Celina Leão dentro do MDB, já que houve o rompimento entre a governadora Celina Leão e o ex-governador Ibaneis Rocha, envolvido até o “pescoço” no escândalo BRB/Master, que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que Ibaneis Rocha “possivelmente vai para a cadeia” fazer companhia a Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.

Celina aparece como favorita em diversos cenários eleitorais e reúne uma ampla base de sustentação política. É justamente essa condição que transformou a sucessão de 2026 em uma guerra antecipada.

Rafael Prudente sabe disso.

Entre aliados e adversários existe uma leitura comum: sua movimentação não se resume ao comando do MDB. O que está em jogo é seu posicionamento para o próximo ciclo de poder, para a manutenção dos contratos da família no GDF e cargos com interesses financeiros.

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A derrota de Wellington Luiz já aconteceu.

Resta saber se, no dia 11 de junho, ele conseguirá sobreviver politicamente dentro do MDB ou se Baleia Rossi confirmará aquilo que muitos já comentam nos bastidores: cabeça ceifada no partido, com provável expulsão.

A cabeça do “Mareta”, assim Wellington é chamado por Prudente, está sobre a bandeja aguardando a decisão final da direção nacional do partido. O fato é que Baleia come peixe pequeno, a piaba.

Wellington Luiz tem pedido de cassação contra Daniel Donizet e ameaça tirar o processo da gaveta para se vingar da assinatura de Donizet na intervenção do MDB Nacional. Daniel Donizet é pré-candidato à Câmara Federal porque Wellington Luiz faz ameaças veladas para que Donizet não concorra à Câmara Legislativa. A intervenção pode mudar internamente o partido, e Donizet disputará a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A reeleição ficará muito difícil para Wellington Luiz, que luta, paralelamente à eleição de 2026, pela indicação ao TCDF, com a aposentadoria da conselheira Anilcéia Luzia Machado. Estava tudo “combinado” até que Ibaneis fechou a porta no TCDF e entregou a chave para Rafael Prudente.

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