Em meio a um cenário econômico que exige responsabilidade com o dinheiro público, a Câmara Municipal de Cáceres, no Mato Grosso, chocou a população ao aprovar a Lei nº 3.412. O dispositivo cria um novo e questionável “penduricalho” para os próprios parlamentares: um auxílio-alimentação pago diretamente em dinheiro (pecúnia) no valor de R$ 1.700,00 mensais. A medida, que institui o benefício sob um conveniente caráter indenizatório para blindá-lo de impostos e da contagem no teto salarial, representa um tapa na cara do cidadão comum, que enfrenta a inflação dos alimentos sem qualquer tipo de privilégio similar custeado pelo Estado.
Para piorar o impacto fiscal na cidade, a nova legislação já entrou em vigor abrindo um rombo imediato de R$ 306.000,00 no orçamento municipal apenas para cobrir o pagamento retroativo e os custos iniciais da mamata. Enquanto serviços essenciais de Cáceres sofrem com a escassez de recursos, o dinheiro do duodécimo constitucional — que deveria ser gerido com austeridade — foi rapidamente remanejado para garantir que as contas bancárias dos vereadores fiquem ainda mais gordas, escancarando a desconexão da classe política com a realidade socioeconômica do município.



























