A denúncia de uma suposta pedalada fiscal superior a R$ 100 milhões na Educação de Cuiabá colocou a gestão municipal no centro de uma nova polêmica. No entanto, informações apuradas pela reportagem indicam que o prefeito Abilio Brunini teria atuado justamente para impedir despesas consideradas suspeitas e encaminhar os fatos para investigação dos órgãos de controle.
A controvérsia surgiu após o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, acusar a atual administração de reter recursos da pasta, provocando um déficit milionário. A denúncia levou o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, a determinar uma auditoria para analisar a execução orçamentária e financeira da Secretaria de Educação.
Contudo, segundo esclarecimentos da Prefeitura de Cuiabá, a narrativa de que teriam sido desviados R$ 100 milhões não corresponde aos fatos. A gestão municipal sustenta que o dinheiro não desapareceu nem saiu dos cofres públicos. Grande parte do valor apontado refere-se a restos a pagar regularmente registrados na contabilidade do município, referentes a compromissos assumidos em exercícios anteriores.
Além disso, a administração afirma que identificou processos de compras que levantaram suspeitas e que poderiam gerar gastos próximos de R$ 100 milhões.


























