Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta segunda-feira (1º), que a operação da Polícia Civil de São Paulo na sede da Go UP Entertainment tenha relação com o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL). Ao chegar a um evento no Rio de Janeiro, o senador foi breve ao comentar o caso. “[Não] tem nada a ver com o filme”, disse.
A produtora entrou na mira dos investigadores em uma apuração sobre contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, e a gestão Ricardo Nunes (MDB), na Prefeitura de São Paulo. O acordo, de R$ 108 milhões, previa o fornecimento de Wi-Fi gratuito.
Além da sede da Go UP Entertainment, a operação alcançou endereço ligado a Karina, a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o ICB. A ação foi autorizada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo e investiga suspeitas de frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em contrato administrativo e emprego irregular de verbas públicas.
Apesar da negativa de Flávio, o delegado responsável pela investigação citou “consistentes suspeitas” de que recursos públicos do programa WiFi Livre SP tenham sido desviados para custear atividades ligadas à produção do filme. A linha investigada aponta possível confusão patrimonial entre o instituto, empresas subcontratadas e a produtora.
“Dark Horse” trata da trajetória de Jair Bolsonaro, com destaque para a facada sofrida na campanha de 2018. A produção também entrou no centro de outra frente de apuração após a revelação de repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao longa. Karina nega que o filme tenha recebido dinheiro de pessoas ou empresas brasileiras e afirma que a contratação pela Prefeitura ocorreu de forma regular.




























