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Combate a facções: governistas acusam governadores da oposição de boicote

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido criticado pela demora na adoção de medidas de combate ao crime organizado.

Interlocutores do presidente atribuem as críticas à atuação da oposição, sobretudo de governadores alinhados ao campo oposicionista, que teriam travado a tramitação da PEC da Segurança Pública e atrasado a votação do Projeto de Lei Antifacção.

Segundo assessores, o governo poderia estar montando, desde o ano passado, ações integradas da União com os estados, não fosse o que classificam como boicote de governadores da oposição às propostas elaboradas pelo presidente Lula.

Governadores de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina teriam se articulado no Congresso para barrar o avanço da PEC da Segurança, que está parada no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A equipe presidencial afirma que ações como as adotadas pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro contra o Comando Vermelho são importantes, mas não resolvem o problema da insegurança no estado nem resultam na retomada de territórios dominados pela organização criminosa.

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O caminho, segundo auxiliares de Lula, seria uma ação integrada para asfixiar financeiramente essas organizações, o que só poderia ocorrer em um trabalho conjunto entre União e estados.

De acordo com aliados do presidente, esse tipo de ação coordenada só poderá se tornar uma prática regular após a aprovação da PEC da Segurança Pública.

Esses interlocutores avaliam que Alcolumbre tem atuado em sintonia com a oposição e evitado pautar a proposta para não fortalecer politicamente Lula durante a campanha presidencial.

Aliados do presidente avaliam que o governo tem razão em parte ao atribuir aos governadores da oposição a responsabilidade pelos atrasos, mas apontam que divisões internas na equipe de Lula também contribuíram para a demora no lançamento de programas de combate ao crime organizado.

Uma ala do governo era contrária à participação do governo federal em ações de segurança pública. Esse grupo acabou vencido por assessores que defendiam a atuação da União, mas de forma tardia.

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