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CASO MASTER

Senador Ciro Nogueira recebeu propina para favorecer banqueiro Daniel Vorcaro, afirma PF

Jornal Nacional/ Reprodução
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A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master. Os investigadores afirmam que o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressistas, recebeu propina para favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal esteve na casa do senador Ciro Nogueira, em um bairro nobre de Brasília. Ciro Nogueira é presidente do Progressistas, foi ministro da Casa Civil do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e é uma das principais lideranças do Centrão no Congresso.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, sobre as medidas. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF – Supremo Tribunal Federal. Procuradoria-Geral da República concordou com a quinta fase da Compliance Zero.

Ciro Nogueira estava em casa e acompanhou a ação. A Polícia Federal apreendeu o celular dele e US$ 27 mil em dinheiro vivo. O senador é o primeiro político alvo de um mandado de busca e apreensão no caso Master.

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Na decisão, André Mendonça afirma que “os autos reúnem diversos elementos de prova, dentre os quais se destacam comprovantes bancários de transferências, registros de viagens e mensagens eletrônicas trocadas, em tese, entre integrantes da organização criminosa. Trata-se de elementos que indicam, em status de alegação, a possível prática de atos de corrupção, operações de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva”.

A polícia cumpriu mais nove mandados em São Paulo, Minas Gerais e no Piauí, estado de Ciro Nogueira. Em Teresina, os policiais estiveram em uma loja de motos que pertence ao senador. No mesmo endereço está registrada uma outra empresa investigada. A empresa é administrada por Raimundo Nogueira, irmão do senador, que também foi alvo. O empresário será monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão afirma que ele dava sustentação formal e operacional ao esquema.

Outro alvo da operação foi Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário do senador Ciro Nogueira. Segundo a PF, Bernardo atuava na parte operacional dos pagamentos para evitar o rastreamento do dinheiro ilícito.

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O único preso nesta quinta-feira (7) foi Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Ele estava em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prisão é válida por cinco dias. Felipe é investigado desde a segunda fase da investigação e foi apontado pela PF como operador financeiro do banqueiro.

Os agentes apreenderam dez carros de luxo dos investigados, joias e relógios. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de R$ 18 milhões.

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