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CRÍTICA

Hospital do Câncer agoniza por R$ 20 milhões enquanto governo de MT banca roda-gigante de R$ 70 milhões, critica Coronel Fernanda

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A deputada federal Coronel Fernanda endureceu o discurso contra o Governo de Mato Grosso ao comparar a situação do Hospital do Câncer com os investimentos estaduais em obras de lazer e turismo de grande porte.

Em pronunciamento, a parlamentar afirmou que a unidade de referência no tratamento oncológico no estado enfrenta dificuldades para manter e ampliar sua estrutura, dependendo de doações e apoio externo para continuar funcionando.

Segundo ela, enquanto o hospital luta para conseguir cerca de R$ 20 milhões destinados à construção de novos leitos e melhoria do atendimento, o governo estadual direciona recursos significativamente maiores para projetos considerados supérfluos diante da urgência da saúde pública.

Entre os exemplos citados, a deputada destacou a construção de uma roda-gigante orçada em aproximadamente R$ 70 milhões, além de outras intervenções de caráter turístico e de entretenimento em Mato Grosso.

A fala foi usada como base para uma crítica mais ampla à condução do orçamento estadual, que, na avaliação da parlamentar, estaria distanciado das necessidades reais da população que depende do SUS.

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Coronel Fernanda também direcionou críticas ao ex-governador Mauro Mendes e ao atual governador Otaviano Pivetta, ao responsabilizá-los pelas escolhas administrativas que definem o destino dos recursos públicos.

No discurso, a deputada relatou ainda uma experiência pessoal com a perda de uma irmã tratada na rede pública, reforçando o tom emocional e a cobrança por maior investimento na saúde.

Ela destacou que pacientes oncológicos enfrentam dificuldades como filas para exames de alta complexidade, além da limitação estrutural do Hospital do Câncer, que concentra grande parte dos atendimentos especializados no estado.

Para a parlamentar, o cenário revela uma distorção de prioridades, onde a sobrevivência de pacientes depende de mobilização social enquanto projetos de grande visibilidade recebem aportes milionários.

As declarações ampliaram a pressão política sobre o governo estadual e reabriram o debate sobre a destinação do orçamento público em Mato Grosso, especialmente entre saúde, infraestrutura básica e obras de apelo turístico.

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