O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve deixar o hospital nesta sexta-feira (27), mas seguirá sob medidas restritivas ao retornar para casa.
A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias.
Entre as condições impostas, está a proibição do uso de celular, redes sociais e qualquer meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros.
O ex-presidente também não poderá gravar vídeos ou áudios, e terá visitas restritas, que dependerão de autorização judicial.
A medida inclui ainda o uso de tornozeleira eletrônica, com monitoramento limitado à residência. Relatórios sobre a movimentação deverão ser enviados diariamente à Justiça.
Segundo a decisão, a presença de outras pessoas no imóvel foi restringida como forma de reduzir riscos à saúde do ex-presidente, especialmente relacionados a infecções.
Atualmente, vivem com Bolsonaro a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia Firmino.
Apesar das limitações, os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro poderão visitá-lo regularmente.
As visitas deverão ocorrer em dias e horários específicos — quartas-feiras e sábados, em períodos previamente definidos — seguindo regras semelhantes às de unidades prisionais.
Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março para tratar um quadro de broncopneumonia. Inicialmente, após a alta, ele retornaria à unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, mas a decisão judicial autorizou que o cumprimento da medida ocorra em casa.



























