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FAMÍLIA NA LATA

Pastor do Partido dos Trabalhadores (PT) critica desfile de escola de samba que ironizou famílias

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O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí gerou reação entre religiosos e políticos de diferentes espectros após a inclusão de uma ala com a fantasia chamada “neoconservadores em conserva”, que ironizou o conceito de família tradicional. A representação causou desconforto entre setores mais conservadores e religiosos, tornando-se um dos temas mais debatidos após os desfiles do fim de semana no Rio de Janeiro.

O pastor batista Oliver Costa Goiano, que coordena o núcleo de evangélicos do Partido dos Trabalhadores (PT), manifestou críticas à escolha da escola, afirmando que a ala provocou incômodo em algumas famílias, inclusive na dele. Apesar disso, ele avaliou que o episódio não deve influenciar o comportamento eleitoral dos evangélicos, argumentando que “o evangélico não vai definir seu voto pelo Carnaval, porque entende que essa festa não diz respeito aos evangélicos”.

Goiano também destacou que, embora integre um partido de esquerda, mantém valores conservadores no âmbito pessoal e religioso, e que o desfile não representa o posicionamento institucional do PT nem deve afetar o diálogo entre a esquerda e os fiéis evangélicos. Ele considerou que a apresentação da escola se insere mais no campo cultural do que político.

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A fantasia provocou críticas não só de lideranças religiosas como também de organizações civis — por exemplo, a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) classificou o trecho do desfile que satirizou a família tradicional como um ato de intolerância que afronta a ordem constitucional e os compromissos do país.

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