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MORTE A ESCLARECER

Segunda necropsia de Viviane Fidélis não aponta se morte foi suicídio ou homicídio

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O Instituto Médico Legal (IML) concluiu a segunda necropsia no corpo da advogada Viviane Fidélis, mas o resultado foi inconclusivo, não sendo possível afirmar se a morte ocorreu por suicídio ou assassinato. Viviane foi encontrada morta em seu apartamento, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, na madrugada de 18 de setembro de 2025.

Na primeira análise pericial, realizada ainda no local, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou morte por enforcamento provocado pela própria vítima. A conclusão, no entanto, foi contestada pela família, que alegou falhas técnicas no procedimento e levou o caso ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitou novos exames.

Apesar da reavaliação, o caso segue sem definição.

Laudos em conflito

Entre os documentos que embasam a apuração conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), constam dois laudos periciais com conclusões divergentes.

O primeiro sustenta a hipótese de autoeliminação, destacando marcas no pescoço que, segundo a perícia, seriam compatíveis com o uso de um cinto. Já o segundo laudo classifica a ocorrência como “morte violenta a esclarecer”, deixando em aberto a possibilidade tanto de suicídio quanto de homicídio.

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A divergência técnica é um dos principais pontos usados pela família para cobrar respostas mais aprofundadas das autoridades.

Suspeitas e relatos

A mãe de Viviane tem manifestado publicamente desconfiança em relação ao ex-namorado da advogada, o arquiteto Raphael Campos, apontado como uma das últimas pessoas a ter contato com a vítima. Segundo ela, a filha teria relatado a amigas episódios de comportamento agressivo em locais públicos. Esses relatos estariam registrados em áudios armazenados no celular de Viviane, que integram o material analisado pela polícia.

Últimos momentos

De acordo com a investigação, Raphael Campos esteve com Viviane horas antes da morte. Os dois saíram juntos de carro e, ao retornarem ao prédio, imagens de segurança mostram Viviane visivelmente tensa, sem corresponder a um gesto de afeto do ex-namorado.

Mais tarde, Raphael voltou ao local em estado de desespero. Embora estivesse proibido por Viviane de subir ao apartamento, ele possuía a senha de acesso, que teria sido repassada a uma vizinha. A mulher entrou no imóvel e encontrou a advogada morta no banheiro.

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O caso segue sob investigação, enquanto familiares aguardam a conclusão definitiva sobre as circunstâncias da morte.

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