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Maduro já está em tribunal de Nova York

Venezuelano seguiu para tribunal em Manhattan, coração de Nova York, onde será ouvido por acusações de tráfico de drogas e outros crimes

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, preso pelos EUA no sábado (3/1), já está em um tribunal, em Manhattan, coração de Nova York, onde passará por audiência. Na Justiça norte-americana, ele responderá por crimes como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — metralhadoras e explosivos — e lavagem de recursos provenientes do tráfico.

Maduro chegou ao tribunal ao lado da esposa, Cilia Flores. Acompanhados por policiais norte-americanos, ambos vestem roupas de detentos e estão algemados.

Relembre

O venezuelano foi capturado em Caracas, durante operação conduzida por militares dos EUA. Ele é acusado por autoridades americanas de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

O processo tramitava sob sigilo, mas teve o conteúdo tornado público por decisão da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi. O indiciamento foi formulado por um grande júri federal do Distrito Sul de Nova York.

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Envio de cocaína aos EUA

De acordo com a acusação, Maduro teria liderado, por mais de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, que utilizava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

A denúncia sustenta ainda que o esquema operava em parceria com organizações classificadas como terroristas ou narcoterroristas, entre elas as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.

Além de Maduro, o grande júri indiciou Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela; Cilia Flores, esposa do presidente; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do chefe do Executivo; e outros aliados do regime, apontados como integrantes ou facilitadores da suposta organização criminosa.

Os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2025 e incluem, além do narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — como metralhadoras e explosivos — e lavagem de recursos provenientes do tráfico. Para esses delitos, a pena mínima prevista é de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.

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