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Déjà vu

Com megaestrutura financeira Azambuja poderá viver um Déjà vu

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL-MS) pode estar repetindo os mesmos erros que levaram o deputado federal Beto Pereira (PSDB) à derrota nas eleições municipais de 2024, segundo avaliação de analistas políticos e lideranças locais. A pré-candidatura de Azambuja ao Senado Federal ou mesmo sua articulação para uma chapa majoritária em 2026 começa a enfrentar resistências dentro e fora do seu próprio partido.

No pleito municipal de 2024, Beto Pereira teve uma campanha marcada por acordos de cúpula e pouca conexão com as bases eleitorais. Apesar do apoio de lideranças tradicionais do PSDB e do centrão sul-mato-grossense, sua candidatura à Prefeitura de Campo Grande naufragou diante de uma campanha percebida como distante da realidade popular. Agora, membros do partido veem sinais de que Azambuja pode estar trilhando caminho semelhante.

“Não adianta repetir o modelo de articulação de gabinete. Se não houver uma escuta real da população, o risco é repetir o erro do Beto, que fez campanha como se estivesse num gabinete climatizado”, afirmou, sob condição de anonimato, um dirigente tucano com atuação no interior do estado.

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Falta de diálogo e alianças frágeis

O movimento de Azambuja em busca de apoio para 2026 tem enfrentado críticas pela falta de diálogo com lideranças regionais, prefeitos do interior e movimentos sociais. Internamente, há desconforto entre integrantes do PSDB e também no PL, partido ao qual o ex-governador se filiou para concorrer a uma vaga ao senado.

Boa parte da ala bolsonarista do estado vê com desconfiança a entrada de Reinaldo Azambuja no PL-MS. O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), uma das vozes mais influentes do bolsonarismo local, chegou a chamar integrantes do PSDB de “canalhas” em declaração recente, expondo a fragilidade da possível aliança e se lançou como pré-candidato ao governo de MS.

Passado ainda pesa

Azambuja também carrega o desgaste de ser réu referente a Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal durante seu mandato como governador. A investigação apura um suposto esquema de pagamento de propina a membros do governo em troca de concessão de créditos tributários a empresas do agronegócio.

Embora o ex-governador negue as acusações e alegue perseguição política, o episódio ainda ecoa negativamente entre parte do eleitorado mais conservador e vigilante à pauta anticorrupção o processo segue no Superior Tribunal de Justiça.

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Mudança de cenário político

Para especialistas, o ambiente político atual exige uma abordagem diferente da tradicional política de gabinete. “O eleitor de hoje está mais atento, mais exigente. A ideia de que um nome forte por si só garante vitória já não se sustenta. É preciso estar presente, construir junto, ouvir as demandas reais das comunidades”, analisa a cientista política Maria Eduarda Ramalho, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A possível candidatura de Reinaldo Azambuja, ainda em fase de articulação, pode ganhar corpo nas próximas semanas, mas precisará enfrentar a crescente cobrança por participação popular e articulação de base, sob o risco de repetir o fracasso político de seu correligionário Beto Pereira.

 

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