Pesquisar
Close this search box.
Maria da Penha

Conselheiro do TCDF volta a ser acusado por violência contra mulher e tenta blindagem nos bastidores políticos da capital federal

publicidade

Por Mino Pedrosa

O conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), André Lara Clemente, volta ao centro de um escândalo que mistura agressões, ciúmes doentios, manobras judiciais e o uso de poder institucional para se proteger de denúncias gravíssimas. O caso envolve sua noiva, a advogada criminalista Paoula Roberta Reis Braid, e reforça uma reputação de agressor já conhecida nos corredores da Justiça brasiliense.

Há um ano e dois meses, Paoula e Clemente vivem uma relação descrita como tóxica, marcada por episódios reiterados de violência. O caso mais recente foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul, onde a advogada denunciou o conselheiro por agressões, culminando em um episódio em que foi impedida de entrar em casa para retirar seus pertences após uma crise de ciúmes.

O estopim foi um gesto aparentemente banal: ao vê-la conversando com amigos, entre eles o renomado advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Clemente perdeu o controle. Bastou Kakay apoiar-se na cadeira de Paoula para acionar a fúria do conselheiro. Ele se retirou abruptamente do local e, minutos depois, passou a disparar mensagens ofensivas e insinuações de traição, deixando claro seu comportamento controlador e possessivo.

Leia Também:  Quaest: pela primeira vez, governo Lula é reprovado por mais da metade da população

A gravidade do caso se intensifica diante do fato de que Paoula já havia atuado como advogada do próprio Clemente em ações anteriores enquadradas na Lei Maria da Penha — ou seja, conhecia de perto o histórico de violência contra outras mulheres. Ao relatar os abusos à Polícia Civil, ela revelou que as agressões se repetiam há meses, mas até então optara pelo silêncio.

Nos bastidores, Clemente já se movimentava para garantir sua blindagem. Informações de fontes próximas ao tribunal indicam que ele articulava sua defesa desde que tomou conhecimento de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que ameaçava sua permanência no TCDF. A canetada salvadora veio do ministro Gilmar Mendes, que assegurou sua continuidade no cargo com uma decisão relâmpago — uma coincidência de timing que levanta ainda mais suspeitas.

Agora, com mais uma denúncia da Lei Maria da Penha em seu currículo e o desgaste de sua imagem pública, Clemente deve recorrer a sua rede de influência para seguir sentado em uma das cadeiras mais confortáveis do serviço público brasiliense. Mas o cerco parece estar se fechando. A pressão social, institucional e midiática cresce, e há quem aposte que esse escândalo está longe de terminar.

Leia Também:  Fraude no INSS: Haddad diz que governo quer caminho para ressarcimento

Como alerta a própria denúncia: há muita água ainda por correr debaixo dessa ponte — e novos elementos podem vir à tona a qualquer momento, mesmo porque o inquérito esta fechado à sete chaves na Delegacia de Proteção à Mulher e sob o olhar atento do MPDFT.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade