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Maior escândalo político de Dourados termina sem punições

Escândalo no mandato de Artuzi gerou operação Uragano - (Foto: Arquivo/Douranews)

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A 1ª Câmara Criminal do TJMS (o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) acatou pedido da defesa e anulou, em julgamento realizado nesta quinta-feira (26), a condenação dos réus que haviam sido sentenciados a penas variáveis de 2 a 11 anos na Operação Uragano, deflagrada há 15 anos pela Polícia Federal em Dourados.

Conforme a sentença do juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 1ª Vara Criminal de Dourados, entre os denunciados estava o atual secretário municipal de Articulação Regional da Prefeitura de Campo Grande, e à época secretário de Governo do prefeito Ari Artuzi, Darci Caldo, gravado admitindo que recebeu R$ 2 milhões em propina. Ele já havia se livrado da condenação por associação criminosa devido à morosidade da Justiça sul-mato-grossense.

A Operação Uragano foi um dos maiores escândalos de corrupção na história de Dourados – na sequência da operação Owari, deflagrada um ano antes e que levou pra cadeia um grupo de empresários e empreiteiros. A maior parte das denúncias foi gravada pelo ex-homem de confiança de Artuzi, o jornalista Eleandro Passaia, atualmente comandando o programa ‘Balanço Geral’ na TV Record em São Paulo.

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O ‘tsunami político’ da operação policial deixou a cidade sem prefeito, vice, presidente da Câmara e outros oito vereadores. O então juiz Eduardo Machado Rocha, que acabou virando desembargador do TJMS, governou Dourados por 30 dias, sob intervenção.

O ex-prefeito Ari Artuzi morreu há 12 anos, completados segunda-feira (23) desta semana, na UTI do Hospital Evangélico, após várias complicações de saúde.

“Todo mundo solto”

O Ministério Público Estadual recorreu contra a sentença para elevar a condenação dos réus. No entanto, o relator da Operação Uragano no TJMS, desembargador Emerson Cafure, deu provimento aos recursos defensivos e determinou a extinção da punibilidade de todos os réus graças a prescrição dos crimes.

O relator foi seguido pela turma, composta pelos desembargadores Elizabete Anache e Raimundo da Silveira. E, por unanimidade, o maior escândalo de corrupção na história política de Dourados ‘terminou em pizza’.

A turma anulou a condenação a 11 anos e seis meses de prisão no regime fechado do ex-secretário-adjunto municipal de Saúde, Dilson Deguti Vieira, que teria exigido propina de R$ 50 mil por mês do Hospital Evangélico de Dourados.

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Darci Caldo fica livre da segunda maior pena, nove anos de prisão no regime fechado, por ter recebido propina das empresas CGR Construtora, Planacom e Construtora Financial. Ele já tinha se livrado por falta de provas da acusação de que teria cobrado propina de R$ 15 mil a R$ 25 mil por mês da Nota Control.

Também foram anuladas as penas de Selmo Marques de Oliveira (então técnico de controle externo do Tribunal de Contas condenado a 2 anos e quatro meses no aberto), Dirceu Longhi (ex-vereador condenado a 4 anos no fechado), José Carlos Cimatti Pereira (ex-presidente da Câmara de Dourados condenado a 8 anos no fechado) e José Carlos de Souza (o Zezinho da Farmácia), ex-vereador e atual chefe da Agesul em Dourados, punido com 5 anos, dois meses e 12 dias).

O MPE pode apelar ao Superior Tribunal de Justiça. No entanto, o procurador de Justiça, Luiz Alberto Safraider, foi favorável à extinção da pena pela prescrição dos crimes.

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