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coronel Mauro Cid

Em audiência no STF, generais e oficiais defendem ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, destacando sua lealdade à hierarquia militar e afastando vínculos com articulações políticas

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Em mais um capítulo da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado no Brasil, a defesa do coronel Mauro Cid buscou afastar o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro de qualquer articulação política ou participação ativa em tramas antidemocráticas. Durante audiência realizada nesta quinta-feira (22), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma série de testemunhas apresentadas pelos advogados do militar destacou seu comportamento disciplinado, sua obediência à hierarquia e sua postura “correta” no serviço público.

Entre os depoentes estiveram nomes de alto escalão do Exército, como o general Júlio César de Arruda, ex-comandante da força, e o general Edson Diehl Ripoli, que ocupou o cargo de chefe de gabinete do Ministério da Defesa entre 2019 e 2020. Ripoli afirmou que Mauro Cid “cumpria rigorosamente as missões” e classificou sua conduta como leal. “Naquele ano em que trabalhei com ele, ele foi leal e correto”, declarou.

Questionado sobre eventual conhecimento de ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o general Arruda negou qualquer envolvimento de Cid em assuntos políticos. O mesmo foi relatado por outras testemunhas, que também afirmaram nunca terem participado de discussões com o militar sobre o tema.

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Durante os depoimentos, a defesa do réu tentou reforçar a imagem de Mauro Cid como um oficial focado em suas atribuições institucionais e distante do núcleo político que teria discutido alternativas à vitória eleitoral de Lula. A conduta de Cid foi descrita repetidamente como a de um “obediente cumpridor de ordens”.

O general Ripoli, amigo da família Cid desde os anos 1990, enfatizou que nunca ouviu do ex-ajudante qualquer menção sobre tentativa de golpe. “Se ele tivesse falado algo assim comigo, eu iria adverti-lo”, afirmou. “A gente tem que ser leal à Constituição.”

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