Diego Cavalcante foi um dos alvos de busca e apreensão na quinta fase da Operação Sisamnes, deflagrada ontem, que apura a existência de um esquema de venda de decisões e vazamento de informações sigilosas por assessores de ministros do STJ.
A investigação da PF chegou até ele após detectar que Cavalcante recebeu transferências bancárias no valor de R$ 6,5 milhões da empresa Florais Transportes, pertencente a Andreson. Após receber os repasses, ele sacou cerca de R$ 3,3 milhões em dinheiro vivo.
A suspeita da PF é que Cavalcante seja um dos operadores financeiros usados pelo lobista para pagamento de propina a agentes públicos em Brasília.
Na residência dele, em Brasília, a PF apreendeu um veículo Volkswagen T-Cross e os dois Porsches, um deles do modelo Cayenne, cujo valor de mercado pode chegar a R$ 1 milhão, em suas versões mais recentes.
Procurada, a defesa de Cavalcante afirmou que os veículos estão devidamente declarados às autoridades e foram adquiridos com valores provenientes de sua atividade como empresário. A defesa também negou que ele tenha cometido irregularidades no recebimento de valores do lobista. A defesa de Andreson afirmou que não teve acesso às informações da operação.
A operação também mirou outros suspeitos e uma casa de câmbio, que seria usada para remeter dinheiro ao exterior dentro do esquema.





























