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PUNIÇÃO QUESTIONÁVEL

Desembargadores afastados já receberam R$ 1,7 milhão em Mato Grosso

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Os desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), receberam quase R$ 1,7 milhão dos cofres públicos desde que foram afastados de seus cargos em agosto de 2024, em razão de uma investigação que os envolve em um suposto esquema de venda de sentenças. O escândalo foi descoberto após a morte do advogado Roberto Zampieri, cuja perícia em seu celular revelou que ambos os magistrados mantinham uma relação próxima com ele e, supostamente, negociaram decisões judiciais.

Após a revelação do caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento dos desembargadores. Contudo, apesar de estarem afastados, eles continuaram a receber seus salários e outros benefícios, com suas vagas no Pleno do TJMT não sendo preenchidas por outros magistrados.

Entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, cada um dos desembargadores recebeu R$ 45.278,17 por mês, totalizando R$ 271.669,02 em salários durante esse período. Em fevereiro e março de 2025, o valor pago a cada um foi de R$ 47.703,86. Além disso, os desembargadores receberam valores adicionais em folhas complementares, que incluem gratificações, indenizações e outras vantagens. Em dezembro de 2024, por exemplo, Sebastião de Moraes recebeu R$ 154.135,43, enquanto João Ferreira recebeu R$ 153.971,77.

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Entre agosto de 2024 e março de 2025, Sebastião de Moraes Filho recebeu R$ 528.906,72, e João Ferreira Filho, R$ 529.094,36, em salários e benefícios.

O desembargador Sebastião de Moraes Filho deverá continuar recebendo seus salários até novembro de 2025, quando completará 75 anos e será aposentado compulsoriamente. Já João Ferreira Filho se aposentará apenas em 2035, também aos 75 anos. Assim, os pagamentos continuarão a ser realizados, a menos que uma condenação ordene a suspensão ou o término desses repasses.

Até o momento, o valor total já pago a ambos os desembargadores soma R$ 1.696.746,84.

 

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