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No Senado, ministra da Cultura participa de sessão pelos 40 anos da redemocratização do Brasil

Fotos: Filipe Araújo/MinC

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Em sessão especial para celebrar os 40 anos da redemocratização do Brasil, o Senado Federal prestou homenagem, nesta terça-feira (18), ao ex-presidente José Sarney. Ele tomou posse em 15 de março de 1985, sendo o primeiro mandatário civil após 21 anos de regime militar. Durante seu governo foi promulgada a Constituição de 1988 e criado o Ministério da Cultura (MinC). A titular da Pasta, Margareth Menezes, participou da solenidade que reuniu ministros e parlamentares.

“O Ministério da Cultura foi criado no mesmo dia em que o Brasil deixava para traz duas décadas de regime militar. Isso, por si só, torna o MinC fruto da redemocratização do Brasil. É com alegria que celebramos essas duas conquistas na figura de José Sarney, presidente que reconheceu a importância dos nossos fazeres, saberes e tradições por meio da cultura”, afirmou a ministra.

Na abertura, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entregou ao ex-presidente uma placa, por conta de sua atuação e legado na redemocratização. O deputado federal Aécio Neves recebeu a condecoração em nome do avô, Tancredo Neves.

Em seu discurso, Alcolumbre destacou a tarefa que Sarney exerceu ao assumir a presidência após a morte de Tancredo Neves, do qual era vice, eleito por voto indireto pelo Congresso Nacional. “Ele desempenhou um papel crucial em um dos períodos mais desafiadores e transformadores da história brasileira. Sua habilidade política permitiu a manutenção do diálogo entre diferentes forças partidárias, garantindo a governabilidade em um período de profundas mudanças institucionais”, enfatizou.

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“Sob sua liderança foram consolidadas as bases para um Estado democrático de direito. Durante seu mandato foi promulgada a Constituição de 1988, que deu início à mais longeva era democrática do Brasil”, acrescentou.

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Sarney, que completa 95 anos em abril, lembrou do desafio enfrentado naquele período. “Todos sabem as circunstâncias com que eu assumi a presidência da República, as minhas perplexidades, o meu sofrimento ao assumir o cargo sem ter escolhido nem o ministério nem participado da inauguração do programa de governo. Mas Deus não me havia trazido de tão longe para abandonar-me”, disse ele, que governou o Brasil entre 1985 e 1990 e foi ainda deputado, governador do Maranhão e senador, tendo presidido a Casa por quatro vezes.

O senador Rodrigo Pacheco enalteceu a trajetória de Sarney. “O presidente Sarney, ao longo desses anos e décadas, se confunde com esse processo de amadurecimento democrático que vai desde a interrupção do momento e da fase ditatorial, mas que passa por uma promulgação de Constituição, pela estabilidade monetária com o Plano Real, que passa por políticas sociais, para se conferir cidadania e o mínimo de dignidade à pessoa humana, de acordo com aquela Constituição que vossa excelência ajudou a conceber”, comentou.

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Livro

A sessão especial marcou ainda o lançamento da segunda edição do livro Explode um Novo Brasil, do jornalista Ricardo Kotscho, pelo Conselho Editorial do Senado. O livro traz um relato da campanha Diretas Já, em 1984, mobilização nacional pela realização de eleições diretas para presidente da República.

Presenças

Também estiveram presentes na sessão os ministros Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), André Fufuca (Esporte) e Juscelino Filho (Comunicações). O secretário de Assuntos Federativos, André Ceciliano, representou a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Fonte: Ministério da Cultura

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