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Em artigo no ‘O Globo’, Juscelino Filho aborda importância de ferramenta criada para “salvar vidas”

Recentemente, as mensagens começaram a chegar aos celulares dos moradores de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre / FOTO: Reprodução

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O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, abordou em artigo publicado nesta quarta-feira (5), no jornal ‘O Globo’, a importância do “Defesa Civil Alerta”, uma ferramenta que já começou a funcionar em diversos municípios do país para ajudar as pessoas a se protegerem em situações de risco.

Confira o artigo, na íntegra:

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É essencial que o Brasil absorva a cultura da prevenção

O Brasil enfrenta uma sequência de eventos climáticos severos, que vêm deixando um rastro de destruição e sofrimento. Enchentes, deslizamentos de terra e vendavais têm atingido nossas cidades, interrompendo vidas e causando perdas irreparáveis. 

É desolador perceber, no entanto, que muitas dessas tragédias poderiam ter sido atenuadas caso as previsões chegassem a tempo às pessoas das regiões atingidas. Mas isso está mudando desde que o governo federal lançou o serviço Defesa Civil Alerta.

A ferramenta já começou a funcionar em diversos municípios do país para ajudar as pessoas a se protegerem em situações de risco. Em muitos casos, esse sistema representa a diferença entre salvar vidas e sermos pegos desprevenidos.

Recentemente, as mensagens começaram a chegar aos celulares dos moradores de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O sinal sonoro alto e repentino pegou muita gente de surpresa, mas o objetivo não é assustar e sim chamar a atenção da população. 

Isso porque esse tipo de aviso não pretende apenas informar o morador sobre a iminência de uma situação perigosa, mas se trata de um alerta que exige uma ação imediata. O objetivo é fazer com que cada pessoa interrompa sua rotina e aja rapidamente para se abrigar.

Outros países também têm utilizado sistemas como esse. No Japão, os alertas sobre tremores de terra e tsunamis já fazem parte da rotina da população. O mesmo acontece em regiões afetadas por tornados nos Estados Unidos.

Diante da importância dessas medidas, a ONU estipulou uma meta para que todos os países adotem serviços semelhantes até 2027. De acordo com um levantamento da entidade, o número de desastres registrados nos últimos 50 anos aumentou cinco vezes, tornando-se fundamental preparar-se para o agravamento desses eventos. 

É essencial que o Brasil absorva essa cultura de prevenção. Temos vivido as consequências devastadoras das mudanças climáticas, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado e causaram a morte de 183 pessoas. Tragédias como essa podem, a partir de agora, ter impactos menores nas vidas dos brasileiros com um serviço de alerta eficiente. 

O Defesa Civil Alerta é fruto de uma parceria entre o Ministério das Comunicações (por meio da Anatel) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (com a Defesa Civil Nacional).

O serviço é administrado por equipes dos órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil, que enviam as mensagens de emergência aos celulares dos moradores das regiões em risco. Em situações extremas, a tela do aparelho é bloqueada para exibir o alerta, emitindo um som de sirene, mesmo no modo silencioso, que deve ser levado muito a sério

Quando o aviso tocar, não ignore: ele exige uma reação imediata. Além de se resguardar, avise seus vizinhos, familiares e amigos. A informação salva vidas quando é colocada em prática.

O Defesa Civil Alerta já está em funcionamento em diversos municípios das regiões Sul e Sudeste e será ampliado para todo o país até o fim deste ano. Em pesquisa realizada nas cidades-piloto, 87% das pessoas que responderam ao questionário avaliaram a iniciativa como positiva. 

O Brasil está investindo em uma das tecnologias mais avançadas do mundo para lidar com desastres naturais, e é fundamental que a população compreenda sua importância.

Para que esse sistema funcione de verdade, é essencial que todos façam sua parte, com o esforço conjunto dos governos, de especialistas e da sociedade. Precisamos fortalecer essa rede de comunicação, porque os desafios dos eventos climáticos extremos já são uma realidade e tendem a se agravar.

Juscelino Filho, ministro das Comunicações

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Fonte: Ministério das Comunicações

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