Pesquisar
Close this search box.
COMBATE FISCAL INTENSIFICADO

Sefaz-MT fiscaliza cerca de mil empresas em operação contra notas irregulares

publicidade

Uma ação coordenada da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz‑MT) atinge, nesta semana, aproximadamente mil empresas do comércio varejista. A iniciativa, denominada Operação Máquina Fantasma IV, visa identificar irregularidades na emissão de notas fiscais e no uso de meios eletrônicos de pagamento em Cuiabá, Várzea Grande e outros 20 municípios do interior, em articulação com as prefeituras locais.

Segundo o secretário adjunto de Receita Pública, Fábio Pimenta, a ação consolida o esforço conjunto entre o Estado e os municípios para reprimir a sonegação e favorecer um ambiente mercadológico mais justo — especialmente em vista da transição para o novo sistema tributário nacional. “O fortalecimento dos mecanismos de controle e de integração é essencial para garantir segurança e eficiência na arrecadação, preparando Mato Grosso para a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)… A ideia é que as próximas operações estendam essa parceria com o fisco municipal para as demais prefeituras”, explicou.

Do ponto de vista operacional, a fiscalização concentra-se em empresas que ainda não realizaram a integração entre sistemas de emissão fiscal e dispositivos de pagamento, como as maquininhas de cartão. Essa exigência começou a valer em abril de 2024, com prazos escalonados de seis meses para adequação.

Leia Também:  Requerimento de CPI aponta contratos de R$ 32 milhões com suspeita de “emergência fabricada” e favorecimento

José Carlos Bezerra, superintendente de Fiscalização da Sefaz, ressalta que antes de autuar, o órgão adotou a etapa de orientação e comunicação com os contribuintes. “Durante o período de adaptação, priorizamos a comunicação com os contribuintes… o objetivo sempre foi promover a regularização espontânea, mas ainda há empresas que insistem em permanecer irregulares, o que exige agora uma ação mais rigorosa do fisco”, afirmou.

O rol de empresas alvo da operação foi composto também com base em outros critérios: denúncias feitas via Nota MT, histórico de autuações fiscais e notificações não atendidas de fiscalizações anteriores. Nas visitas, as equipes conferem a emissão correta das notas, se as maquininhas estão vinculadas ao CNPJ da empresa e o cumprimento de obrigações acessórias, como cadastro atualizado e dados consistentes junto ao fisco.

Durante a ação, são coletados documentos e evidências que integrarão auditorias posteriores. Além de punir irregularidades, a operação busca reforçar a regularidade fiscal, estimular concorrência leal entre lojistas e recuperar tributos que deixaram de ser pagos — fatores que podem contribuir com o financiamento de serviços públicos essenciais.

Leia Também:  PGE pede falência do “Rei do Algodão” por dívida de R$ 10 milhões e descumprimento fiscal

*Com informações de FolhaMax

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade