Documentos analisados por integrantes de uma comissão parlamentar de investigação indicam que o empresário Daniel Vorcaro teria mantido um acervo de obras de arte de alto valor sem a devida declaração à Receita Federal. Entre as peças citadas nas apurações estão trabalhos atribuídos a artistas de reconhecimento internacional, como Pablo Picasso e Jean-Michel Basquiat.
De acordo com as informações levantadas durante a investigação, o conjunto de obras pode alcançar valores estimados em cerca de R$ 260 milhões. O montante seria significativamente superior ao patrimônio declarado em imposto de renda pelo empresário, o que levantou suspeitas sobre possível omissão de bens.
As apurações também apontam que parte das obras teria sido adquirida por meio de empresas registradas no exterior. O uso dessas estruturas societárias, segundo os investigadores, poderia dificultar a identificação do proprietário final e o rastreamento do patrimônio.
Além disso, há indícios de que o acervo estivesse distribuído em diferentes locais, incluindo propriedades ligadas ao empresário, onde algumas peças teriam sido expostas. O caso envolve ainda disputas judiciais e tentativas de localizar e preservar as obras enquanto os processos seguem em andamento.
A defesa de Vorcaro, por sua vez, sustenta que não irá comentar detalhes das investigações neste momento e questiona a divulgação de informações que, segundo os advogados, deveriam permanecer sob sigilo. Enquanto isso, autoridades continuam analisando documentos e movimentações financeiras relacionadas à aquisição das obras.


























