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INVESTIGAÇÃO DA PF

Ministro da Justiça e Segurança Pública determinou que a PF abra um inquérito para verificar a procedência e a rede de distribuição das bebidas adulteradas

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a "investigação dirá se há conexão com o crime organizado" - (crédito: José Cruz/Agência Brasil)

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A Polícia Federal vai investigar a contaminação de bebidas alcoólicas com metanol. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse, nesta terça-feira (30/9), que a “investigação dirá se há conexão com o crime organizado ou com operações anteriores”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski determinou a abertura do inquérito para verificar a procedência e a rede possível de distribuição, que, ao que tudo indica, “transcende os limites de um único estado”. Desde o início de setembro, 10 casos de intoxicação foram registrados em São Paulo, com três mortes.

“A adulteração de produtos constitui crime comum, capitulado no Código Penal no artigo 272. E também a venda, a distribuição de produtos adulterados constitui crime, de acordo com o Código do Consumidor”, destacou o ministro Lewandowski.

Os casos apresentam padrão inédito e diverso aos que eram, até então, registrados. As ocorrências de intoxicação por metanol estavam, majoritariamente, associadas a pessoas em extrema vulnerabilidade ou população em situação de rua, ambos a partir de ingestão de álcool em postos de gasolina adulterados com a substância.

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No entanto, a partir do início de setembro, em um curto intervalo de tempo, os pacientes intoxicados apresentaram histórico de ingestão recente de bebidas alcoólicas destiladas em cenas sociais de consumo alcoólico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gin, uísque, vodca, entre outros.

No domingo (28/9), a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) publicou uma nota afirmando que organizações criminosas podem estar envolvidas nos recentes casos de intoxicações provocadas por bebidas alcoólicas adulteradas em São Paulo.

A associação diz suspeitar que o metanol usado para adulterar as bebidas pode ser o mesmo importado ilegalmente pelo crime organizado para misturar aos combustíveis.

“Ao ficar com tanques repletos de metanol lacrados e distribuidoras e formuladoras proibidas de operar, a facção e seus parceiros podem eventualmente ter revendido tal metanol a destilarias clandestinas e quadrilhas de falsificadores de bebidas, auferindo lucros milionários em detrimento da saúde dos consumidores”, disse a Associação.

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