A nova operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro agravou ainda mais o cenário político do grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro no principal reduto eleitoral da família Bolsonaro. Nos bastidores do Partido Liberal, cresce a avaliação de que a pré-candidatura de Castro ao Senado está perto do colapso após sucessivas investigações envolvendo o ex-governador.
A operação desta terça-feira apura transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master e fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O avanço das investigações aumentou o temor dentro do PL após relatos de que diálogos entre Castro e Vorcaro, apreendidos pela PF, revelariam um “vínculo pessoal estreito” entre os dois. Integrantes do partido avaliam que o material pode ser associado aos áudios já divulgados envolvendo Flávio e Vorcaro, ampliando o desgaste do senador.
O impacto também ameaça a tentativa de projeção do deputado Douglas Ruas, escolhido como nome bolsonarista ao governo do estado. Ainda pouco conhecido do eleitorado, Ruas vinha aparecendo publicamente ao lado de Castro até a deflagração das operações. A oposição, liderada pelo ex-prefeito Eduardo Paes, passou a explorar diretamente a associação entre os dois como peça central da pré-campanha no Rio.
A crise no campo bolsonarista fluminense se acumula desde o ano passado, quando o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar foi preso sob suspeita de vazar informações para integrantes do Comando Vermelho. Com a renúncia de Castro e a prisão de Bacellar, o comando do Palácio Guanabara passou ao desembargador Ricardo Couto, que iniciou auditorias nas contas do governo anterior e abriu uma nova frente de desgaste político para o PL no terceiro maior colégio eleitoral do país, apontou a Folha.





























