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GUERRA DECLARADA

Flavio Dino desrespeita decisão de André Mendonça e manda Andrei Rodrigues voltar para a chefia da PF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão reverte o afastamento determinado anteriormente pelo ministro André Mendonça e aprofunda a crise interna na Corte envolvendo a cúpula da PF.

Além de Andrei, Dino também determinou o retorno de Leandro Almada ao cargo de diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal. Os dois haviam sido afastados por Mendonça após o ministro apontar suspeitas relacionadas à produção e utilização de relatórios de inteligência sobre autoridades.

Na decisão, Dino afirmou que o afastamento dos dirigentes poderia comprometer investigações em andamento e determinou que a Presidência da República garantisse o imediato retorno dos dois delegados às respectivas funções.

A decisão ocorre em meio a uma escalada de tensão entre ministros do STF e integrantes da Polícia Federal. Mendonça havia afastado Andrei e Almada sob a justificativa de que a estrutura de inteligência da corporação teria sido utilizada de maneira irregular para monitorar autoridades.

O episódio provocou forte reação dentro da própria PF. Na terça-feira (8), 11 dos 13 diretores da instituição colocaram seus cargos à disposição em apoio aos dois afastados. Em manifesto, os dirigentes contestaram acusações de conduta irregular e defenderam a autonomia e a atuação institucional da corporação.

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A controvérsia envolve ainda um relatório de inteligência elaborado pela PF e utilizado no contexto da crise entre Mendonça e outros integrantes da Corte. O ministro classificou o documento como “apócrifo” e questionou sua origem, sua metodologia e a forma como informações sobre sua atuação foram reunidas.

Mendonça havia apontado que os relatórios continham informações e avaliações sobre sua atuação como ministro, incluindo análises relacionadas aos casos do Banco Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O afastamento dos diretores foi posteriormente levado à Segunda Turma do STF, que chegou a formar maioria para mantê-lo, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Com a decisão de Dino, o conflito ganha um novo capítulo e expõe ainda mais a divisão interna no Supremo em torno da atuação da Polícia Federal e dos limites da interferência judicial sobre a direção da corporação.

A determinação de Dino também foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria-Geral da República. O caso deve continuar provocando repercussões dentro da Corte e entre os órgãos responsáveis pelas investigações em curso.

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