O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na fase final de seu terceiro mandato com índices de aprovação inferiores aos registrados em momentos semelhantes de gestões passadas.
O cenário atual distancia o desempenho do petista daqueles observados em períodos anteriores, quando conseguiu se reeleger ou influenciar sucessões presidenciais.
Dados divulgados pelo Ipsos-Ipec apontam que 40% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 33% consideram a administração ótima ou boa. Os números evidenciam um aumento na percepção negativa em relação à gestão.
Levantamento do O Estado de S. Paulo, com base em pesquisas realizadas em anos eleitorais desde 2002, indica que presidentes que chegaram a esse estágio do mandato com níveis de aprovação semelhantes não obtiveram sucesso nas urnas, nem conseguiram transferir capital político a aliados.
Nos mandatos anteriores, Lula apresentava resultados mais expressivos no mesmo período. Em 2006, por exemplo, registrava 38% de avaliação positiva. Já em 2010, alcançou 75% e conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.
Outros presidentes também enfrentaram dificuldades eleitorais ao chegar à reta final do mandato com baixa aprovação. Em 2018, Michel Temer tinha apenas 5% de avaliações positivas, e o candidato que apoiava não avançou na disputa.
Em 2022, Jair Bolsonaro registrava cerca de 19% de aprovação e acabou derrotado.





























