O ex-governador Mauro Mendes subiu ao palanque ao lado do atual governador para blindar a gestão aliada, disparando ataques pesados contra opositores ao associá-los à corrupção do passado. No entanto, o discurso moralista colide frontalmente com a realidade que bate à porta de sua própria família. A tentativa de ditar quem é honesto em Mato Grosso ignora o fato de que o próprio filho de Mendes já foi alvo de um pedido de prisão pela Polícia Federal, além de carregar o peso de denúncias gravíssimas que arrastam o sobrenome da família para o centro de investigações sobre desvios de dinheiro público.
O calcanhar de Aquiles que desmorona a narrativa de Mendes é a acusação insistente do ex-governador Pedro Taques, que aponta um suposto esquema de R$ 308 milhões envolvendo um acordo com a operadora Oi durante a gestão de Mauro. Segundo a denúncia, que Taques desafia publicamente ser processado para provar, essa bolada milionária teria sido escoada para fundos de investimento diretamente ligados ao filho do ex-governador. Ao tentar carimbar o atual governo como o único caminho ético para o estado, Mauro Mendes e seu aliado deixam uma brecha incômoda: o silêncio ensurdecedor sobre os escândalos caseiros que transformam o discurso de pureza política em pura hipocrisia eleitoral.


























