A indicação de Fabinho Garcia para o posto de pré-candidato a vice-governar na chapa de Otaviano Pivetta adicionou um componente de forte desgaste e turbulência política ao projeto eleitoral governista. Ex-secretário-chefe da Casa Civil e homem de confiança de Mauro Mendes, Fabinho Garcia é apontado como o pivô do bilionário escândalo do acordo com a operadora Oi. A denúncia, formulada pelo ex-governador Pedro Taques e sob apuração do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aponta supostas irregularidades em transações que envolveram recursos estaduais e fundos de investimento ligados ao Banco Master.
De acordo com as acusações que ganharam forte repercussão na imprensa nacional e mato-grossense, verbas públicas derivadas do acordo com a telefônica teriam sido operadas por meio da estrutura de fundos financeiros para repasses direcionados a empresas vinculadas a Fabinho Garcia e a parentes do ex-governador Mauro Mendes. A presença do nome de Fabinho na chapa majoritária acende o sinal de alerta no grupo de Pivetta, já que as desdobramentos das investigações no STJ sobre o chamado “escândalo da Oi” prometem virar o principal alvo da oposição durante a corrida eleitoral.
























