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CASO ZUQUIM

STJ mantém prisão de sargento acusado de entregar envelope com R$ 10 mil em golpe contra presidente do TJMT

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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, decidiu manter preso o sargento da Polícia Militar Eduardo Soares de Moraes. Ele é investigado por participar da entrega de um envelope com R$ 10 mil em um esquema que usou o nome e a foto do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (22).

A defesa do sargento havia pedido habeas corpus, alegando falta de provas. O STJ, no entanto, entendeu que o mérito do pedido ainda está em análise pelo próprio TJMT, e que seria uma “supressão de instância” antecipar a decisão. Para Herman Benjamin, não há motivo excepcional que justifique intervenção imediata da Corte Superior.

O episódio ocorreu em 12 de agosto, no estacionamento do Fórum de Cuiabá. Segundo as investigações, Eduardo Soares teria repassado o envelope a um motorista de aplicativo. O condutor desconfiou do serviço e comunicou o fato na portaria do Judiciário, onde se descobriu que o pacote continha dinheiro em espécie.

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O motorista mostrou ainda um contato telefônico que usava o nome e a foto do desembargador Zuquim como contratante da corrida. Dias depois, o magistrado divulgou vídeo esclarecendo que foi vítima de um golpe e negando qualquer envolvimento.

Imagens de câmeras de segurança reforçaram a suspeita contra o sargento, flagrado entregando o envelope. Ele afirma, porém, que apenas atendeu a um pedido de Laura Kellys Bezerra da Cruz, ex-esposa do policial militar Jackson Pereira Barbosa.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, Jackson Barbosa seria o principal intermediário entre empresários acusados de mandar matar o advogado Renato Nery e os policiais que executaram o crime, ocorrido em julho, em Cuiabá.

A morte de Nery estaria ligada a disputas de terras e suspeitas de venda de decisões judiciais no Estado, o que ampliou a gravidade das investigações.

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