Conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), a operação executou mandados de busca e apreensão em duas cooperativas localizadas em Peixoto de Azevedo. A Justiça também determinou a interdição das atividades, a inutilização das balsas quando não for possível retirá-las, a proibição de emissão de notas fiscais e de qualquer movimentação minerária, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A operação contou com a participação de 41 agentes públicos, entre policiais civis, militares, peritos e fiscais ambientais, além de 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações. A ação envolveu equipes da Dema, Core, Delegacia Regional de Sinop, Ciopaer, Bope, Politec, Sema e Ibama.
Segundo a Polícia Civil, a extração clandestina gerou danos ambientais significativos, com processos erosivos, assoreamento dos rios e contaminação da água por metais pesados e produtos químicos, colocando em risco a saúde das populações locais e impactando a fauna e a flora da região.
As investigações iniciaram em junho deste ano, após denúncias sobre a atuação de grupos ilegais na região. A Dema identificou que as atividades de garimpo em áreas de preservação permanente causaram degradação irreversível em pontos estratégicos de abastecimento hídrico e na vegetação nativa.
De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, responsável pelo inquérito, o uso de maquinário pesado agravou a erosão nas margens dos rios e alterou o curso natural das águas. “O impacto vai além da poluição visível. Há um comprometimento grave da biodiversidade e do equilíbrio ecológico local”, afirmou.
A delegada titular da Dema, Liliane Murata, ressaltou que a operação exigiu inteligência técnica, atuação especializada e articulação entre diferentes esferas de fiscalização. Segundo ela, o objetivo é restabelecer a legalidade, proteger o meio ambiente e garantir segurança à população.
Os envolvidos são investigados por infrações previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), incluindo:
- Poluição de recursos hídricos;
- Danos a florestas de preservação permanente;
- Obstrução da regeneração natural de áreas degradadas.
Significado do nome da operação
O nome Rastro de Érebo faz referência à divindade da mitologia grega Érebo, personificação das trevas e da escuridão profunda. A escolha simboliza a natureza clandestina, oculta e destrutiva da atividade ilegal, muitas vezes realizada em locais de difícil acesso, longe da fiscalização e da luz da lei.





























