O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), afirmou que a renovação da concessão da Energisa está sendo conduzida “a toque de caixa”, sem debate suficiente com a sociedade. Ele defendeu maior protagonismo da Assembleia e sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) caso o parlamento estadual não seja ouvido.
A declaração de Russi foi feita um dia após uma comitiva de deputados estaduais e federais, além de senadores, participar de reuniões em Brasília com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o secretário nacional de energia elétrica, João Daniel de Andrade Cascalho, para discutir o futuro do contrato, que vence em 11 de dezembro de 2027.
Durante o encontro, a bancada mato-grossense cobrou melhorias no fornecimento de energia, redução das tarifas e investimentos para atender a demanda crescente do estado, estratégico para o setor agroindustrial. O ministro afirmou que o governo federal pretende ouvir os representantes de Mato Grosso antes de avançar com a renovação.
Russi ressaltou que a preocupação está ligada às constantes reclamações sobre a qualidade do serviço, especialmente no interior. Segundo ele, muitas empresas enfrentam dificuldades para se instalar devido à falta de energia adequada.
“Uma audiência pública não é suficiente. O debate é maior que isso. Se a renovação ocorrer, o que a população vai ganhar? Só a empresa? A Assembleia precisa garantir que o cidadão também seja beneficiado”, afirmou o presidente da ALMT.
Questionado sobre a competência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Russi respondeu que a decisão também deve passar pelo crivo do legislativo estadual. “Esta é a casa do povo de Mato Grosso. Não podemos cruzar os braços enquanto o interior reclama da qualidade da energia”, disse.
Para aprofundar a discussão, Max Russi indicou que a instalação de uma CPI seria uma alternativa para esclarecer dúvidas sobre a atuação da concessionária. “Propomos a CPI porque existem questões que precisam ser investigadas e discutidas em detalhes”, declarou.
O tema deve continuar em pauta na Assembleia, enquanto a população e o setor produtivo acompanham a evolução da negociação da concessão da Energisa no estado.





























