Enquanto os nossos deputados federais e senadores ainda se agarram à defesa de um ex-presidente derrotado, que já demonstra sinais de descontrole mental, o agronegócio de Mato Grosso continua sendo puxado para o fundo do poço, preso a um ciclo de incertezas políticas e divisões internas. A tendência de retrocesso é clara e só quem está no campo e conhece a realidade diária da produção rural pode perceber a gravidade dessa situação.
A cada dia que passa, os problemas se agravam. O agronegócio, que deveria ser a força motriz da nossa economia, está estagnado. O ministro Fávaro, que se propôs a ser a ponte entre o setor e o novo presidente da República, enfrenta uma batalha inglória. A interlocução, que deveria ser feita de forma eficaz, está se tornando uma missão impossível. Enquanto o setor rural continua se debatendo, os reflexos disso já são visíveis. Mato Grosso, o maior produtor agrícola do Brasil, está vendo seu futuro ameaçado por uma política desorganizada, onde a prioridade parece ser proteger um ex-presidente já julgado, em vez de investir nas necessidades reais do estado.
Nos últimos dias, vimos o ex-presidente Bolsonaro ser derrotado de forma irreversível, com o Supremo Tribunal Federal o tornando réu por 8 votos a 1. Mas mesmo assim, o agro, que deveria ter foco no futuro e nas questões que realmente afetam a produção e o crescimento, continua preso à nostalgia e à defesa do indefensável. O que acontece quando o setor fica mais preocupado em reerguer um ex-presidente do que em garantir recursos e investimentos para o desenvolvimento da agricultura e pecuária?
O pior é que essa indefinição está custando caro. O ministro Fávaro, ao lado de outros nomes como Blairo Maggi e Jaime, tenta fazer o possível para dialogar com o agro, mas sem o apoio necessário de um governo comprometido com o crescimento, fica difícil avançar. O agro tem tudo para se beneficiar de uma agenda que invista em infraestrutura, como armazéns e máquinas para os produtores, mas o setor precisa de uma liderança que olhe para frente, e não para o retrovisor. Só com uma interlocução clara e uma agenda bem definida será possível liberar recursos e avançar em uma política que de fato favoreça os interesses de quem sustenta a economia de Mato Grosso.
Se o agronegócio continuar preso a essa pendência política, morrendo de amores por Bolsonaro, não há como esperar um futuro próspero. O agro não pode continuar se afundando nesse mar de lama. A política precisa se alinhar à realidade do campo, e se isso não acontecer rapidamente, os efeitos serão devastadores para Mato Grosso e para o Brasil como um todo.
É hora de olhar para frente, deixar o passado para trás e investir no futuro. Enquanto os políticos se perdem nas suas brigas internas, Mato Grosso vai pagar um preço muito alto.





























