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SE PASSAVA POR FUNCIONÁRIO

Dono ou Garçom? Polícia Civil diz que Chico 2000 usa peixaria em Cuiabá para ocultar patrimônio

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O nome do vereador afastado Francisco Carlos Amorim Silveira, o Chico 2000, voltou ao centro das investigações policiais após a Operação Gorjeta levantar indícios de que ele estaria usando terceiros para esconder patrimônio e disfarçar a real origem de bens e rendimentos. Entre os exemplos apontados pela Polícia Civil está uma peixaria localizada na região do São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, que oficialmente não está em seu nome, mas que, segundo os investigadores, seria controlada de fato pelo parlamentar.

De acordo com relatório de inteligência da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Chico 2000 atuava no estabelecimento como verdadeiro dono: dava ordens a funcionárias, conversava com clientes, decidia sobre obras no local e arcava com despesas do restaurante. A peixaria, no entanto, aparece registrada na Junta Comercial em nome de Márcia Rodrigues da Silva, irmã de Joselaine Rodrigues da Silva, atendente do local e apontada como suposta namorada do vereador.

Segundo a PC, durante diligências no local, os policiais observaram a rotina do estabelecimento e identificaram movimentações financeiras que reforçam a suspeita. Um dos exemplos citados é um PIX de R$ 5 mil enviado por Chico 2000 a Joselaine, com a descrição de que o valor seria destinado a compras para o restaurante.

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O caso chamou ainda mais atenção porque, ao reassumir temporariamente a tribuna da Câmara Municipal, o vereador afirmou publicamente que teria trabalhado como garçom na peixaria durante os 125 dias em que esteve afastado do cargo por decisão judicial. Para os investigadores, a versão não condiz com o que foi apurado em campo.

“Embora o investigado tenha declarado publicamente que atuou como garçom, as verificações demonstram que ele exercia funções típicas de proprietário, o que indica possível tentativa de ocultação patrimonial”, destaca o relatório policial.

A Operação Gorjeta investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, que pode ter causado prejuízo de R$ 676 mil aos cofres públicos. Além de Chico 2000, são alvos da investigação seu chefe de gabinete, Rubens Vuolo Junior, o empresário João Chiroli, a esposa dele, Magali Gauna Felismino Chiroli, além de assessores, dirigentes de instituto e empresas envolvidas.

Segundo a Polícia Civil, o grupo teria direcionado emendas a um instituto e a empresas específicas, com parte dos recursos retornando de forma ilícita ao parlamentar responsável pela destinação do dinheiro. Os crimes investigados incluem peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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A apuração atual é um desdobramento da Operação Perfídia, que já havia afastado Chico 2000 e o vereador Sargento Joelson, sob suspeita de envolvimento em um esquema de propina relacionado às obras do Contorno Leste, em Cuiabá. Naquela ocasião, o celular de Chico 2000 foi apreendido, e a extração de dados revelou o envio de valores expressivos por meio de emendas impositivas para eventos esportivos realizados no mesmo período. As investigações seguem em andamento.

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