A Polícia Civil passou a tratar o vereador Chico 2000 como principal foco de uma investigação que apura um suposto esquema de corrupção instalado na Câmara de Cuiabá. Segundo as apurações, o parlamentar é suspeito de exigir a “devolução” de parte dos valores após destinar emendas parlamentares a um instituto, prática que teria servido para desviar dinheiro público. Por decisão judicial, ele foi afastado do cargo.
O caso é investigado no âmbito da “Operação Gorjeta”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Conforme a polícia, Chico 2000 teria articulado o envio de recursos públicos a uma entidade e a uma empresa previamente escolhidas e, depois, recebido parte do montante de forma irregular, com o auxílio de servidores públicos e empresários.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores estiveram no gabinete do vereador, além de endereços ligados ao empresário João Nery Chiroly e ao servidor Alex Jony Silva. A suspeita é de que o grupo atuava de forma estruturada para simular legalidade nos repasses e ocultar a origem dos valores desviados.
As investigações apontam a possível prática de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo agentes públicos, empresas privadas e uma entidade sem fins lucrativos.
Além do afastamento, a Justiça impôs medidas cautelares a seis investigados, como a proibição de contato entre os envolvidos e testemunhas, restrição de acesso à Câmara Municipal e à Secretaria Municipal de Esportes, entrega de passaportes e impedimento de sair da comarca.
Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de bens, incluindo veículos, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.
A “Operação Gorjeta” é desdobramento da “Operação Rescaldo”, que já havia colocado Chico 2000 na mira da Polícia Civil. Na fase anterior, o celular do vereador foi apreendido e ele passou a ser investigado por suspeita de desvio de recursos públicos.



























