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AFASTADO PELO CNJ

Alvo de operação que mirou lobista de MT, desembargador se aposenta com salário de R$ 39 mil

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Denunciado pelo lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, o desembargador Sideni Soncini Pimentel, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), antecipou sua aposentadoria em 1 ano e meio. O magistrado de 73 anos, que atualmente está afastado do cargo por conta de uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por conta da Operação Ultima Ratio, optou por deixar a cadeira antes dos 75 anos, que completaria em fevereiro de 2027.

Sideni Soncini Pimentel foi afastado do cargo em outubro de 2024, após ser alvo da Operação Ultima Ratio pela Polícia Federal, que apura um esquema de venda de decisões judiciais envolvendo magistrados do TJMS, advogados, empresários e assessores. Investigação semelhante, ocorrida em Mato Grosso, resultou na Operação Sisamens, que afastou os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

As duas operações tinham como um dos principais alvos o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que acabou sendo preso na investigação envolvendo o TJMT. As apurações se originaram após perícias realizadas no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

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Andreson de Oliveira Gonçalves é apontado como intermediário entre advogados e magistrados que participavam do esquema de venda de sentenças. A operação em Mato Grosso do Sul resultou no afastamento de Sideni Soncini Pimentel e, após um ano fora da Corte, o desembargador optou por pedir sua aposentadoria voluntária.

Natural de Jales (SP), Sideni Soncini Pimentel ingressou na magistratura em 1981 como juiz substituto em Porto Murtinho (MS). No mesmo ano, foi transferido para Coxim. Em julho de 2008, após mais de 25 anos como juiz, foi promovido por antiguidade ao cargo de desembargador do TJMS. Entre 2021 e 2022, ocupou a vice-presidência do tribunal.

Ele se aposentará por tempo de contribuição, com salário integral de R$ 39.717,69, além de manter os mesmos reajustes concedidos aos magistrados da ativa.

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