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Omissão e Submissão

Cumplicidade com Adriane Lopes põe gestão de Papy entre as mais desastrosas na história do Legislativo

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Se nos mandatos anteriores a insatisfação dos campograndenses contra a Câmara Municipal já era monumental, na atual legislatura parece que este sentimento se agravou e piora a cada dia. A responsabilidade por isto ou a falta dela é atribuída diretamente ao seu presidente, o vereador Papy, eleito pelo PSDB. Entre os principais reparos feitos à atuação do Legislativo e ao comportamento de Papi, estão a postura de se omitir de suas obrigações e submeter decisões importantes aos desejos e interesses da prefeita Adriane Lopes (PP).

O apoio de Papi a Adriane poderia ser considerado natural se não estivesse comprometendo o papel político e institucional do Legislativo, tornando-o refém do Executivo, pois deixa de fiscalizá-lo como deveria e com isso estimula a prefeita e seus assessores fazerem o que quiserem, desde não cumprir os seus deveres administrativos com o município até tratar de forma suspeita verbas públicas e contratos.

Papy foi cobrado pelos próprios colegas em casos que exigem as atenções e as providências da Câmara em defesa das demandas do povo, mas não os atendeu porque evita contrariar o Executivo. Aí está o caso misterioso dos R$ 156 milhões, que deveriam ser investidos na saúde, a suspeita de desvio para atender outras finalidades. Toda a cidade e seus órgãos representativos, como o Conselho Municipal de Saúde e o Ministério Público, até hoje aguardam, inutilmente, uma atitude firme de Papi, pelo menos para cobrar explicações da prefeita. Fonte revela q tem vereadores colhendo provas para pediu uma audiência no MPf e na Policial Federal porque existe dinheiro do ministério da saúde no bolo,

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Comenta-se que além da incompetência, Papy não quer irritar uma prefeita muito amiga e companheira que, entre outros agrados, nomeou sua irmã em um cargo especial de comissão em assessoria na prefeitura. É a pastora Fernanda Lima da Silva (Nanda), que assumiu no dia 12 de março a assessoria executiva I na Secretaria-Executiva da Mulher, com salário bruto de R$ 4.039,56. Ela e Papy pertencem à Comunidade Cristã El Shaddai.

O presidente da Casa acumula vários episódios de descumprimento das obrigações políticas e das atribuições constitucionais do Legislativo. Além de não fiscalizar com isenção o Executivo, ele direciona a Câmara para, em alguns casos, desvirtuar iniciativas como a CPI do Transporte Coletivo, instituída só depois de forte pressão política e popular. Com a soma destas fraquezas e negacionismos institucionais, ele contribui para que sua gestão seja vista como a pior de toda a história.

 

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