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Brasil à caça do hexa: maior Copa do Mundo da história começa hoje

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Chegou a hora da Copa do Mundo de 2026Estados Unidos, México e Canadá recebem o maior Mundial da história, com 48 seleções, 16 cidades-sede e incontáveis sonhos de título naquela que promete ser a maior edição de todos os tempos. A Seleção Brasileira, única pentacampeã do torneio, busca o hexa, e diversos recordes podem ser quebrados no caminho.

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Copa das polêmicas

Com 48 seleções na disputa pela 1ª vez na história, a maior Copa do Mundo já vista pelo mundo do futebol está no centro de polêmicas mesmo antes de a bola rolar. O Mundial, realizado nos Estados Unidos, México e Canadá, se tornou tema de discussões sobre a política e as relações internacionais complexas entre as nações que estarão nos gramados do maior palco do esporte bretão.

O caso mais emblemático de como a política se misturou com o futebol no Mundial aconteceu com a seleção do Irã, país alvo de ataques norte-americanos em fevereiro deste ano. Classificada para a Copa, a seleção iraniana foi alvo de ameaças de Donald Trump, presidente dos EUA.

O chefe de estado norte-americano chegou a dizer que “não seria apropriado” o time participar do torneio, tendo em vista o conflito entre os dois países. Devido à tensão, a Federação Iraniana chegou a discutir a possibilidade de transferir suas partidas da fase de grupos, todas previstas para acontecer nos EUA, para o México, uma das três sedes do torneio. O que não aconteceu após determinação da Fifa.

Ainda assim, autoridades iranianas decidiram transferir o centro de treinamento da equipe, previsto para ser no Arizona, para a cidade mexicana de Tijuana. A mudança também foi provocada pela demora na emissão dos vistos para a delegação do Irã, que só aconteceu na última sexta-feira (5/6), a menos de uma semana do início da Copa.

Além dos problemas enfrentados pela delegação iraniana, jogadores, e até mesmo a arbitragem, também enfrentaram dificuldades com a imigração. Meia do Haiti, Pierre Woodensky perdeu os primeiros dias de preparação da seleção, e chegou na Flórida, onde a seleção treina, apenas no último dia 2.

Woodensky é natural de um dos 19 países que o Departamento de Estado suspendeu totalmente a emissão de vistos, com exceções limitadas.

Breel Embolo, da Suíça, foi outro atleta que teve problemas com seu visto para entrada no país. O atacante só recebeu permissão para entrar nos EUA no último dia 4.

Entre os árbitros selecionados para atuar na Copa do Mundo, Omar Artan também teve problemas ao chegar nos Estados Unidos. Eleito o melhor profissional da arbitragem no futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF) no último ano, ele seria o primeiro cidadão da Somália a apitar uma partida do Mundial neste ano.

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No entanto, ao desembarcar em Miami, nos EUA, o árbitro somali foi impedido de entrar em território norte-americano, apesar de ter um visto que torna legal a sua estadia no país. Antes disso, porém, ele passou por um interrogatório de 11 horas.

Artan é natural de um dos países alvos da suspensão total de vistos. Porém, ele se enquadraria nas exceções divulgadas pelo Departamento de EUA sobre as restrições de entrada no país, já que iria participar de um evento esportivo.

Aymen Hussein foi outro jogador que teve problemas ao entrar nos Estados Unidos. O atacante, responsável pelo gol que classificou o Iraque para a Copa do Mundo, foi detido pelas autoridades do aeroporto de Chicago e passou por um interrogatório de 7 horas ao entrar no país. A informação é do Shafaq News.

Em busca do hexa

A bola ainda não rolou para a Seleção, mas a Copa do Mundo dá o seu pontapé inicial recheada de esperança e felicidade no rosto da torcida brasileira. Às vésperas da estreia da Amarelinha, o sentimento de que o sonho do hexacampeonato está mais perto do que nunca alimenta cada coração que pulsa pela equipe nacional.

Brasil estreia na Copa do Mundo neste sábado (13/6), diante de Marrocos. As seleções se enfrentam às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Esse é o primeiro dos três desafios da Canarinho em busca da liderança na Chave C da fase de grupos do Mundial.

Além dos marroquinos, a Seleção Brasileira encara o Haiti, em 19 de junho, às 21h30, e a Escócia, no próximo dia 24, às 19h. Caso termine entre os dois primeiros colocados da chave, o Brasil garante uma vaga entre as equipes que lutam pela taça de campeã do mundo no mata-mata.

A caça pelo hexa e a chama acesa da esperança pelo título de campeão passam pelo jejum de 24 anos do Brasil na Copa do Mundo. Maior vencedora da história do Mundial, a Seleção não levanta o troféu mais emblemático do futebol desde 2002, quando se sagrou pentacampeã.

Após eliminatórias conturbadas, nas quais o Brasil conquistou a vaga para a Copa do Mundo apenas na última rodada, o técnico Luis Felipe Scolari levou para aquele torneio uma equipe recheada de craques, incluindo nomes como Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Nazário e Kaká.

Antes da lista oficial, houve comoção nacional pela convocação de Romário, atacante do Vasco. Na ocasião, até mesmo Fernando Henrique Cardoso, então presidente da República, se manifestou publicamente.

“Eu sou Romário. Sobre isso não há dúvida. O resto eu não respondo”, disse FHC. Mesmo com o apoio do presidente, o craque não foi convocado por Felipão e ficou fora do Mundial. Apesar da decisão polêmica na época, Scolari desafiou os críticos e comandou o grupo selecionado rumo ao histórico e último título da Seleção em Copas.

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O pentacampeonato ainda é vivo na memória da maioria dos brasileiros que viveram o sonho de se tornar campeão do mundo. Porém, 24 anos depois da conquista inédita no esporte bretão, o povo volta a clamar pelo título Mundial e embarca na viagem esperançosa por mais uma taça da Copa do Mundo em 2026. Desta vez, no entanto, a busca é pela marca histórica que seria o hexa.

Os 26 de Ancelotti

Para a missão, Carlo Ancelotti convocou 26 jogadores. Um deles, o lateral-direito Wesley, precisou ser cortado após se lesionar em amistoso contra o Egito, o último disputado antes da Copa do Mundo. No lugar do atleta da Roma, da Itália, foi chamado Éderson, da Atalanta. Assim, a convocação do técnico italiano é a seguinte:

  • Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio);
  • Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG);
  • Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad), Lucas Paquetá (Flamengo) e Éderson (Atalanta);
  • Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr. (Real Madrid).

Recordes a serem batidos

Se há um motivo pelo qual a Copa do Mundo de 2026 ficará marcada, é pelos recordes. Antes mesmo do pontapé inicial, já existem características que farão a edição ano deste entrar para a história. O torneio contará com 48 seleções — o maior número de todos os tempos —, além de 104 partidas, e será disputado em três países-sedes pela primeira vez: Estados Unidos, México e Canadá.

Por conta do aumento do número de jogos, 40 a mais do que nas últimas edições, um recorde que pode ser superado é o de gols marcados. Na Copa do Mundo do Catar, em 2022, a rede balançou 172 vezes. Agora, a expectativa é descobrir quantos tentos serão anotados na maior edição da história do torneio.

Quando o assunto é gols, outra marca deve ser deixada para trás: mais gols em Mundiais. Atualmente, o alemão Miroslav Klose é o líder do quesito, com 16. Ele está à frente de dois dos maiores jogadores do certame atual: Lionel Messi (13) e Kylian Mbappé (12). Eles representam Argentina e França, respectivamente, e são postulantes ao título.

O recordista em Bolas de Ouro deverá bater outros recordes no Mundial. Ao entrar em campo, ele chegará à sua sexta participação em Copas do Mundo. O argentino estará ao lado de Cristiano Ronaldo, de Portugal, e de Guillermo Ochoa, do México. E não para por aí: Messi precisa de mais duas vitórias para ultrapassar Klose e assumir a liderança de outra lista, a de mais triunfos na história das Copas.

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