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Comitê ouve setores para aprimorar plano de proteção às empresas brasileiras e aos empregos

- Foto: Foto: André Neiva/MDIC

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Na primeira reunião ampliada após a confirmação de que parte das exportações brasileiras aos EUA será sobretaxada em 50%, o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais ouviu nesta segunda-feira (4/8), em Brasília, a avalição preliminar e os pleitos de nove setores atingidos pela medida: madeira processada, carne, frutas, mel, pescados, couro, móveis, café e produtos da floresta.

A reunião aconteceu na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e foi presidida pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

Entre os pleitos destes setores, segundo adiantou Alckmin em entrevista coletiva após a reunião, estão a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros, a abertura de crédito para as empresas afetadas e a ampliação do programa Acredita Exportação para médias e grandes empresas.

O vice-presidente disse ainda que o governo pode usar o mecanismo compras governamentais, no que couber, e frisou que todas as sugestões serão avaliadas no contexto do plano de contingência que o governo está elaborando para proteger as empresas brasileiras e os empregos.

Na coletiva, Alckmin lembrou que 65% das exportações brasileiras estão de fora das novas sobretaxas e afirmou que o governo continua trabalhando para a exclusão dos demais setores.

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Pelo governo, também participaram da reunião os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (MDA), Paulo Teixeira (MDA) e André de Paula (Pesca), além de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica da Fazenda; entre outras autoridades.

Alckmin afirmou que a tarifa imposta pelos EUA não se justifica. “Nós estamos desde março negociando com os Estados Unidos. “É importante destacar que este ano, de janeiro a junho, a nossa exportação para os Estados Unidos cresceu 4,7%. E a dos Estados Unidos para nós, 11,7%, quase duas vezes e meia a mais”, explicou.

Também na coletiva o ministro Carlos Fávaro detalhou os esforços para diversificar os destinos dos produtos brasileiros.

“Nós estamos hoje com 398 novos mercados. E a gente enxerga algumas oportunidades para ampliar isso neste momento”, disse Fávaro, citando como exemplo a retomada de mercados suspensos, como o de pescado para o Reino Unido e para a União Europeia.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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