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Covardia em série

Entre conchavos e covardia, o conselheiro André Clemente vê seu império de silêncio ruir diante da Justiça

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Por Mino Pedrosa

Paoula Roberta Reis Braid, noiva do conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), André Clemente Lara de Oliveira, procurou o décimo distrito policial no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, depois de ter sido citada em reportagem do Fatos Online. A matéria já retratava o lado violento e covarde do conselheiro, conhecido por acumular processos com base na Lei Maria da Penha.

Não satisfeito, André Clemente ainda buscou o quinto distrito da Asa Norte para tentar contestar a reportagem, que, de forma premonitória, apontava para a tragédia anunciada. Todos os inquéritos contra este jornalista, contudo, acabaram arquivados por “falta de provas”.

O destino, porém, não tardou: em 9 de agosto de 2025, às 22h40, Paoula voltou ao mesmo distrito, desta vez não como denunciante, mas com o rosto desfigurado e como vítima da brutalidade de seu noivo, que, como já advertira o Fatos Online, tinha um histórico de violência mal encoberto.

O delegado Wellerson Gontijo Vasconcelos Júnior, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) — requisitado para atuar no gabinete do conselheiro em atividades obscuras de inteligência e arapongagem —, correu ao décimo distrito para tentar abafar o escândalo.

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O caso chegou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que determinou a transferência para a Delegacia de Proteção à Mulher (DEAM). A ocorrência, registrada sob o número 2904/2025, foi classificada como de extrema gravidade e bloqueada para impedir acessos internos.

André Clemente já havia sido acusado de assédio quando comandava a Secretaria de Economia do DF. Duas servidoras prestaram depoimentos sigilosos ao MPDFT. Diante do prontuário de condutas violentas do conselheiro, o Ministério Público impôs medidas protetivas e já desenha um mandado de prisão.

André, marcado por comportamento agressivo e traços de bipolaridade, constrói uma imagem inicial de afeto e flores, mas invariavelmente encerra seus relacionamentos em espancamentos e terror. A Lei Maria da Penha é clara: qualquer forma de violência doméstica — física, sexual ou psicológica — exige punição exemplar.

Se nada for feito, só restará a tragédia final. A pergunta que ecoa é: até quando as autoridades permitirão que a covardia de um homem poderoso suplante a justiça? E a corregedoria da Corte, vai se manifestar, a presidência do TCDF vai se omitir? Com a palavra, o corregedor Márcio Michel e o presidente Manoel Andrade.

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