Mato Grosso entrou em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com avanço consistente nas últimas semanas. Os dados são do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, que aponta crescimento tanto no curto quanto no longo prazo.
De acordo com o levantamento, referente à semana epidemiológica de 5 a 11 de abril, o estado está entre as unidades da federação com incidência classificada entre alerta, risco ou alto risco. O cenário também atinge diretamente Cuiabá, que aparece entre as cidades brasileiras com aumento sustentado de casos.
O crescimento está ligado principalmente à circulação de vírus respiratórios como a Influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Este último tem impacto significativo entre crianças pequenas e já é apontado como o principal responsável pelo aumento das internações de bebês com até dois anos de idade na região Centro-Oeste.
Além disso, o rinovírus — que em outras regiões do país apresenta queda — ainda segue em crescimento em Mato Grosso, contribuindo para o aumento da pressão sobre o sistema de saúde.
O cenário reforça um padrão observado em todo o Brasil: enquanto a incidência de SRAG é maior entre crianças pequenas, a mortalidade se concentra principalmente entre idosos. Entre os mais jovens, o avanço do VSR explica o aumento recente de casos graves. Já entre adultos e idosos, a Influenza A segue como principal causa de hospitalizações.
Em contrapartida, os casos graves de Covid-19 permanecem em baixa no estado, acompanhando a tendência nacional.
Diante desse quadro, a vacinação aparece como principal estratégia de proteção, especialmente para os grupos mais vulneráveis. A imunização contra o VSR é indicada para gestantes, a partir das 28 semanas de gravidez, em dose única. A medida permite a transferência de anticorpos ao bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida.
Na capital, a vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde. Já em Várzea Grande, a aplicação ocorre preferencialmente nos locais onde as gestantes realizam o pré-natal.
Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação, da atenção aos sintomas e da busca por atendimento médico diante de sinais de agravamento, especialmente em crianças pequenas e idosos, que concentram os maiores riscos de complicações.
Fonte VG Notícias





























