O Ministério Público do Pará denunciou um suposto esquema de fraudes que teria causado um prejuízo de R$ 21,7 milhões aos cofres públicos de Ananindeua. Entre os casos investigados está o uso de um idoso de 77 anos em uma desapropriação de imóvel.
Segundo o MP, Benedito Farias da Silva, conhecido como Bené, foi chamado à Secretaria Municipal de Habitação sob a justificativa de que precisava resolver uma dívida de IPTU. Ele teria assinado documentos sem saber o conteúdo.
A investigação aponta que um terreno acabou registrado em nome do idoso e, posteriormente, Juvenal Teixeira, ligado ao então secretário de Habitação Alexandre Gomes, apareceu como procurador para receber a indenização. Conforme o depoimento de Bené, ele nunca autorizou a representação nem recebeu os R$ 2,3 milhões pagos pelo município.
De acordo com a denúncia, o esquema teria se estendido para outras áreas da administração municipal, incluindo Educação e Previdência, por meio de supostas fraudes em desapropriações e compras de imóveis.
Alexandre Gomes foi denunciado por associação criminosa, fraude em licitação e peculato. Outras dez pessoas também são citadas no processo.
O caso ainda envolve uma segunda investigação sobre a compra de uma mansão de R$ 4,1 milhões atribuída ao entã






















