O Supremo Tribunal Federal inicia uma nova etapa com Edson Fachin na presidência. Para o ministro Gilmar Mendes, a troca de comando deve trazer serenidade a um tribunal que, nos últimos meses, foi alvo de intensas críticas e pressões políticas.
“Vamos ver uma gestão tranquila, pacífica. Fachin é um homem experiente, cordial, bem relacionado com todos os ministros. Precisamos e merecemos um tempo de paz para trabalhar pelo Brasil em condições de normalidade”, afirmou o decano nesta terça-feira (30), em evento em Brasília.
O estilo Fachin
Com 67 anos, Fachin assumiu o cargo na segunda-feira (29), sucedendo Luís Roberto Barroso. Em sua posse, destacou que pretende conduzir a Corte com equilíbrio e foco no colegiado. Ele rejeitou qualquer ideia de espetáculo. “A independência judicial não é um privilégio, mas uma condição republicana. A prestação jurisdicional não é espetáculo; exige contenção”, declarou.
Esse discurso reforçou a imagem de um magistrado discreto, que preza pela técnica e pela separação entre política e Justiça. “Nosso compromisso é com a Constituição. Ao Direito, o que é do Direito; à Política, o que é da Política”, completou.
Pressões internas e externas
A mudança ocorre em meio a um cenário delicado. No Congresso, há críticas de que o STF interfere em atribuições do Legislativo. Fora do país, a tensão também é visível. O governo de Donald Trump aplicou sanções contra ministros da Corte, revogando vistos e acusando o tribunal de perseguir Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão e atualmente em regime domiciliar.


























