Pesquisar
Close this search box.
Coluna do Mino

Fracasso anunciado: grupo de quatro afunda projeto GPS antes mesmo de zarpar

publicidade

Em Brasília, o ambicioso projeto de mídia digital idealizado por Paulo Octávio e outros três empresários — Leonardo Valverde, Fernando Cavalcante e André Rochadel — já dá sinais claros de fracasso antes mesmo de engrenar. O grupo de quatro, que assumiu integralmente uma revista voltada ao público A com a promessa de transformá-la em um site de alto impacto, vem tropeçando desde os primeiros passos.

Batizado nos bastidores de “gueipes”, o projeto GPS teve seu ápice no lançamento do portal GPS Poder, realizado com toda a pompa esperada por nomes acostumados ao holofote. Mas bastou a cerimônia para expor o desgaste: o clima era de tensão, e até mesmo o presidente do STF, José Roberto Barroso, deixou o evento incomodado com críticas à sua participação, marcando o tom da noite.

Desde então, o grupo passou a celebrar conquistas apenas entre si, isolado do mercado e sem o respaldo institucional que tanto almejava. Uma tentativa recente de homenagear o ministro Dias Toffoli, com um jantar pomposo, acabou em vexame — o homenageado sequer deu as caras.

Leia Também:  Lula desafia Trump e proíbe assessor da Presidência dos EUA de entrar no Brasil
Fernando Cavalcante e Leonardo Valverde

Além do fiasco público, o histórico dos quatro envolvidos compromete qualquer pretensão de credibilidade. Paulo Octávio tem seu nome ligado a escândalos desde a Operação Caixa de Pandora até investigações do Coaf, que apontam movimentações suspeitas de R$ 1 bilhão na farra do INSS. Fernando Cavalcante, ex-sócio do escritório Nelson Wilians, foi escanteado da banca. Já Leonardo Valverde tentou barrar investigações que revelaram propina, tráfico de influência e sonegação fiscal em suas empresas. E André Rochadel segue, como se diz, “mexendo a colher de pau no caldeirão da folia”, sem entregar resultados concretos.

A tentativa de expansão para São Paulo, vendida como próxima etapa do projeto, soa agora como delírio. Sem respaldo, sem público e atolado em passivos judiciais, o grupo de quatro naufraga em águas rasas. O “GPS” que prometia guiar o futuro da comunicação digital brasiliense perdeu o rumo — e, ao que tudo indica, não tem mais volta.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade