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CANAL FECHADO

“Exército do Lula” fica fora do ar após decisão de Kassio Nunes

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O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu do ar na noite de terça-feira (13), após nova decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A suspensão deve durar 48 horas, com previsão de retorno na quinta-feira (15).

Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de seguidores e é utilizado para compartilhar orientações e conteúdos de campanha em apoio à candidatura de Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A decisão de Nunes Marques ocorreu após a campanha petista registrar formalmente o endereço eletrônico do canal na Justiça Eleitoral. Apesar da regularização, o ministro determinou que o funcionamento só seja retomado após o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas regras eleitorais para endereços eletrônicos não informados no registro inicial da candidatura.

O caso começou após a campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) solicitar a retirada do canal do ar, sob a alegação de que a ferramenta estaria sendo utilizada para disseminar desinformação e coordenar o compartilhamento de conteúdos eleitorais.

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No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão do canal. A medida foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores.

Na terça-feira, porém, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão integral, desta vez sob o argumento de que o endereço eletrônico não havia sido registrado oficialmente pela campanha de Lula.

Após a regularização, o presidente do TSE autorizou a reativação, mas estabeleceu o prazo de 48 horas para o retorno das atividades.

A sequência de decisões provocou novo impasse dentro do TSE. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu que Nunes Marques encaminhe com urgência a controvérsia para análise do plenário da Corte.

 

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