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PONTA DO ICBERG

Escândalo do Banco Master ameaça enterrar pré-candidaturas de Ibaneis Rocha e Celina Leão

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O escândalo envolvendo o Banco Master, apontado por investigações como uma das maiores fraudes financeiras recentes do país, avança para além do sistema bancário e começa a produzir efeitos diretos no cenário político do Distrito Federal. A crise, que revelou uma pirâmide bilionária baseada em ativos inexistentes e operações fraudulentas, coloca sob forte pressão as pré-candidaturas do governador Ibaneis Rocha (MDB) e da vice-governadora Celina Leão (PP).

No centro da controvérsia está o Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública controlada pelo Governo do Distrito Federal. O banco foi protagonista de negociações que buscavam absorver o Banco Master em meio ao colapso da instituição privada comandada por Daniel Vorcaro. A tentativa de incorporação foi interpretada por analistas como uma operação de alto risco que poderia transferir prejuízos privados para os cofres públicos.

Análise publicada pelo Estadão classificou a manobra como uma tentativa de “diluir falcatruas” do Banco Master, já que a instituição apresentava carteiras de crédito e ativos que, posteriormente, mostraram-se inconsistentes ou inexistentes. Especialistas em governança pública apontam que operações dessa magnitude dificilmente ocorrem sem aval político, especialmente quando envolvem um banco estatal.

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À época, o BRB era presidido por Paulo Henrique Costa, indicado durante o governo Ibaneis Rocha. A substituição do comando do banco ocorreu quando o escândalo veio à tona, mas a mudança administrativa não foi suficiente para afastar o desgaste político. Para críticos do governo, a troca soou mais como tentativa de contenção de danos do que como esclarecimento efetivo dos fatos.

Ibaneis Rocha tem buscado se colocar como espectador dos acontecimentos, enquanto aliados tentam atribuir responsabilidade ao Banco Central, acusado de demora na fiscalização. No entanto, essa estratégia enfrenta resistência. Conforme observou o Estadão, a criminalização do BC funciona como cortina de fumaça, desviando o foco das decisões políticas que permitiram que o Banco Master prosperasse e buscasse socorro junto a uma instituição pública.

O desgaste também alcança Celina Leão, pré-candidata natural à sucessão no Palácio do Buriti. Como vice-governadora e figura central do atual grupo político, ela passa a ser associada a um governo que agora enfrenta questionamentos sobre o uso de dinheiro público para tentar salvar uma operação privada suspeita de fraude.

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Nos bastidores, a avaliação é de que o escândalo pode se tornar uma “pá de cal” sobre os planos eleitorais da dupla. A oposição já articula o discurso de que o Governo do DF falhou em proteger o interesse público, seja por conivência, seja por falta de controle sobre um banco estatal estratégico.

À medida que as investigações avançam e novas informações vêm à tona, cresce a pressão por explicações mais claras. Para Ibaneis Rocha e Celina Leão, o caso Banco Master deixou de ser apenas um problema financeiro e se transformou em um passivo político com potencial de redefinir o cenário eleitoral do Distrito Federal.

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