O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6×1 e defendeu mudanças nas regras trabalhistas para permitir maior flexibilidade entre empregados e empregadores.
Ao comentar o tema, Mauro citou a realidade de brasileiros que trabalham nos Estados Unidos e afirmou que muitos chegam a cumprir jornadas de 10, 12, 14 ou até 16 horas em busca de salários maiores.
“Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados Unidos”, declarou.
Para Mauro, a legislação brasileira restringe excessivamente a possibilidade de ampliar a jornada de trabalho. Ele criticou situações em que empresas podem ser responsabilizadas criminalmente por jornadas que considera excessivas.
“No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por trabalho escravo. Olha que absurdo”, afirmou.
O senador eleito também defendeu menor intervenção do Estado nas relações trabalhistas. Segundo ele, o acesso maior à informação permite que trabalhadores tenham mais autonomia para negociar suas condições de trabalho.
“Tem que ter uma relação justa entre trabalho e capital”, disse.
Mauro afirmou ainda que o país precisa de regras que garantam direitos, mas também ofereçam maior liberdade econômica para empresas e trabalhadores.
“Flexibilizando algumas regras que, ao meu ver, não são produtivas e não são eficientes para o Brasil”, completou.
Mauro Mendes foi eleito para o Senado no domingo (4), com 1.187.352 votos, 33,21% dos votos válidos. Ele assumirá o mandato em fevereiro de 2027.























