Relatório da Polícia Federal colocam o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro de uma nova frente envolvendo as investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo o relatório, os investigadores identificaram elementos que apontam que Toffoli seria o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo Arleen, que teria recebido pelo menos R$ 35 milhões provenientes de Vorcaro.
Posteriormente, cerca de R$ 34 milhões teriam sido transferidos para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. O fundo Arleen também teria mantido participação no resort Tayayá, empreendimento relacionado a Toffoli e integrantes de sua família.
De acordo com as informações divulgadas, em 2025 o fundo passou para o empresário Alberto Leite, apontado pela PF como amigo de Toffoli. Posteriormente, ativos teriam sido transferidos para o exterior.
Outro ponto destacado no relatório envolve mensagens atribuídas a Vorcaro sobre um julgamento relacionado a precatórios do setor sucroalcooleiro. Em uma das conversas, o banqueiro teria afirmado que “Toffoli virou o voto” e que estaria “tratando” do assunto.
A própria Polícia Federal, entretanto, ressalta que os elementos reunidos até o momento não permitem conclusões definitivas e precisam ser aprofundados.
Os investigadores também teriam identificado encontros, ligações e contatos frequentes entre Toffoli e Vorcaro. O relatório menciona ainda relações profissionais entre o banqueiro e Roberta Rangel, então esposa do ministro, que teria atuado como advogada de Vorcaro.
O material foi encaminhado ao STF. Segundo o relato divulgado, a PF afirma que determinadas linhas de investigação não puderam ser aprofundadas em razão das regras específicas aplicáveis à investigação de ministros do Supremo.
























