O governo Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta uma diferença de R$ 105,5 bilhões entre as despesas programadas e os recursos disponíveis para execução do Orçamento de 2026. O cálculo é da Consultoria de Orçamentos do Senado e aponta risco de que parte dos pagamentos seja adiada para 2027.
Segundo o levantamento, foram previstos R$ 330,9 bilhões em despesas, enquanto o espaço financeiro disponível chega a R$ 225,4 bilhões. As áreas de Saúde e Educação concentram os maiores valores sob pressão. Esporte e Turismo, por outro lado, apresentam os maiores impactos quando considerado o percentual dos respectivos orçamentos.
A restrição pode afetar despesas relacionadas a serviços e programas públicos, como procedimentos de saúde, aquisição de medicamentos e materiais escolares, além da manutenção de universidades federais. O cenário também envolve cerca de R$ 44,9 bilhões em emendas parlamentares.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos chamados restos a pagar. O estoque dessas despesas passou de R$ 310,8 bilhões no início de 2025 para R$ 391,6 bilhões em 2026, ampliando a pressão sobre o orçamento e reduzindo a margem para novos gastos.
O Ministério do Planejamento afirma que os números podem mudar durante o ano, conforme a execução orçamentária avance. As pastas de Saúde, Educação e Esporte também informaram que programas prioritários e serviços essenciais serão preservados e que eventuais ajustes dependerão da evolução das contas.

























