A participação do Subtenente De Almeida e do Major Reineis na segurança de um evento político em Mato Grosso acendeu alertas e gerou questionamentos. Ambos os policiais militares foram indiciados na Operação Simulacrum, que investigou a execução de 24 pessoas sob a justificativa de falsos confrontos policiais no estado. A aparição pública dos agentes integrando a escolta da ex-primeira-dama Virgínia Mendes, durante o ato de lançamento de pré-candidaturas ao lado do ex-governador Mauro Mendes, provocou forte indignação em familiares das vítimas e setores da sociedade civil.
A principal controvérsia gira em torno do amparo legal para a atuação dos militares no evento eleitoral. Críticos e juristas apontam que, por não estar no exercício do cargo de primeira-dama, a pré-candidata não possui a prerrogativa legal de mobilizar agentes do Estado para fins particulares ou de campanha. Diante disso, levanta-se a suspeita de que os policiais estariam prestando segurança privada com armamento público e sem autorização da Polícia Federal — conduta que, se comprovada, pode configurar desvio de finalidade e crime de peculato.
Outro ponto que atrai críticas é a situação funcional dos envolvidos na corporação. Apesar da gravidade dos indiciamentos na esfera penal e do impacto social provocado pela Operação Simulacrum, os policiais continuam na ativa e, segundo denúncias de familiares das vítimas, não enfrentaram processos disciplinares internos conclusivos na Corregedoria da Polícia Militar. A ausência de sanções administrativas ou afastamento preventivo intensifica a cobrança por transparência e por uma apuração rigorosa por parte dos órgãos de controle do Estado.
Nota da redação: O espaço do veículo segue aberto e à disposição da Polícia Militar de Mato Grosso, da assessoria dos citados e das defesas jurídicas dos policiais envolvidos para que apresentem suas manifestações, esclarecimentos ou contestações sobre os fatos narrados.


























